40 anos de BMW M3: relembre a história do ícone dos entusiastas
- 09/10/2026 18:01
- Redação
A BMW M3 nasceu de uma exigência de regulamento e virou um dos esportivos mais icônicos e desejados do mundo. Para competir no Grupo A, categoria do automobilismo reservada a carros de turismo derivados de modelos de rua, a BMW precisava fabricar ao menos 5 mil unidades de um Série 3 preparado para a pista. A meta foi superada com sobra: a primeira M3 vendeu 17.970 unidades até 1991, mais de três vezes o mínimo exigido.
Apresentado em 1985 para enfrentar rivais como o Mercedes 190E 2.3-16 e o Ford Sierra Cosworth, a BMW M3 completa 40 anos em 2026. Não foi o primeiro modelo da BMW M, honra que pertence ao M1, supercarro exótico de motor central produzido em quantidade limitada.
Foi a M3, porém, que se tornou o arquétipo de um carro da divisão M para os fãs do mundo todo, com agilidade, dinamismo e prazer ao dirigir de alto nível, além de vitórias frequentes nas pistas. Ao pensar em BMW esportiva, ou divertida, pensa-se na M3.
Ao longo de seis gerações, o esportivo passou do quatro cilindros ao seis em linha, ao V8 e de volta ao seis cilindros, porém com turbo, ganhou tração integral e até uma versão perua. Veja abaixo os principais capítulos da história do modelo.
A M3 original apareceu oficialmente no Salão de Frankfurt, em 1985. Tinha motor 2.3 de quatro cilindros com tecnologia de quatro válvulas por cilindro, 200 cv e 1.200 kg. O cupê de duas portas acelerava de 0 a 100 km/h em 6,7 segundos e chegava a 235 km/h. Uma versão conversível foi acrescentada depois.
Nas pistas, a primeira geração alcançou status de lenda, com uma coleção de vitórias pelo mundo, incluindo o alemão DTM (então chamado “Deutsche Tourenwagen Meisterschaft”), o Mundial de Carros de Turismo e as 24 Horas de Nürburgring.
Se o primeiro M3 tinha o ar de uma esportividade jovem, a segunda geração, lançada em 1992, era uma proposta bem mais adulta. O cupê, de visual elegante, foi o primeiro a usar motor de seis cilindros.
A linha também cresceu: um sedã de quatro portas logo estreou ao lado do cupê e do conversível. A partir de 1996, o M3 passou a ter como opção a SMG, transmissão sequencial automatizada.
A terceira geração, lançada em 2000, causou forte impressão, com abaulamento no capô (o chamado “power dome”), caixas de roda alargadas e escapamento duplo. O motor era um seis cilindros em linha de 3,2 litros, com 343 cv, à altura do visual.
A edição especial M3 CSL elevou a barra, com mais potência e redução de peso. Agora, com 360 cv, fazia de 0 a 100 km/h em 4,9 segundos. Nas pistas, o M3 GTR venceu várias corridas da série americana ALMS e levou as 24 Horas de Nürburgring por duas vezes.
A quarta geração, lançada em 2007, trouxe um motor V8 4.0 aspirado e de alta rotação, com 420 cv. O M3 Coupé acelerava de 0 a 100 km/h em 4,8 segundos.
Em 2012, a BMW voltou ao DTM, depois de 20 anos de ausência, com o M3 DTM. O retorno foi triunfal: Bruno Spengler foi campeão de pilotos, a equipe BMW Team Schnitzer liderou o campeonato de times e a BMW levou o título de construtores.
Na quinta geração, apresentada em 2014, só a versão sedã de quatro portas levava o nome M3, batizando a versão cupê como M4. Sob o capô, um motor seis cilindros em linha totalmente novo, com tecnologia M TwinPower Turbo, substituiu o V8. O resultado foi mais potência e torque que o antecessor, com consumo e emissões 25% menores.
O M3 Competition, com seus 450 cv, fez a aceleração de 0 a 100 km/h em 4,0 segundos, a mais rápida do M3 até então.
A sexta geração, que chegou em 2020, manteve o motor seis cilindros em linha. Em 2021, estreou no M3 o sistema inteligente de tração integral M xDrive, e em 2022 o M3 Touring (perua), muito aguardado pelos fãs, ampliou a família com uma nova carroceria.
A série limitada M3 CS é o M3 de produção mais rápido já feito: o sedã vai de 0 a 100 km/h em apenas 3,4 segundos e tem velocidade máxima de 302 km/h, limitada eletronicamente.
Veja como o tempo caiu nas versões destacadas pela marca: