À CNN, Gaby Amarantos descreve devoção e relação com Círio de Nazaré
- 09/10/2026 12:47
- Redação
O manto que veste a Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Nazaré foi apresentado aos fiéis na quinta-feira (8), na Basílica Santuário de Nazaré, em Belém (PA). A revelação marca o início das celebrações do Círio de Nazaré, uma das maiores manifestações religiosas do Brasil e do mundo.
A festa, reconhecida pela Unesco como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, é realizada há mais de 230 anos, tradicionalmente no segundo domingo de outubro, e reúne milhares de fiéis que percorrem as ruas de Belém em devoção à padroeira da Amazônia.
No ano passado, mais de 2,5 milhões de pessoas participaram da celebração, que inclui 14 romarias distribuídas ao longo do fim de semana e da chamada quadra nazarena.
A cantora Gaby Amarantos concedeu entrevista ao Live CNN desta sexta-feira (9) e contou que sua ligação com Nossa Senhora de Nazaré começou ainda nos primeiros meses de vida.
“Eu nasci praticamente estreando com Nossa Senhora de Nazaré, porque eu sou uma pessoa que nasceu de sete meses, em agosto. Como eu nasci muito pequenininha, a minha mãe fez uma promessa para Nossa Senhora de que, se eu vingasse, ela me levaria no Círio dois meses depois”, relatou Gaby.
“Na hora que Nossa Senhora passa, vem aquela revoada de gente, porque é sempre assim, essa energia, essa fé e essa emoção que a gente sente. Um bombeiro me segurou e me levantou, uma coisa bem ‘Rei Leão'”, brincou a cantora.
Para Gaby, aquele instante foi o início da devoção que a acompanha até hoje. “Acho que de lá ela já me escolheu para ser uma das suas filhas, e eu comecei a cantar na igreja”, afirmou.
Além da participação como artista, Gaby Amarantos criou, há três anos, um projeto chamado “Laje da Naza“, nome que faz referência ao apelido carinhoso dado pelos devotos a Nossa Senhora de Nazaré.
O projeto acontece no Edifício Manoel Pinto da Silva, um ícone da arquitetura paraense e primeiro prédio de Belém, e tem como objetivo abrir espaço para artistas da periferia, do movimento do brega e do tecnobrega, além de pessoas negras e LGBTs, para homenagear a santa.
“Eu sentia falta de ter um lugar para a periferia poder estar presente, um espaço para a gente poder cantar, para trazer as cantoras de aparelhagem, os DJs, as pessoas desse movimento que é discriminado”, explicou Gaby.
No ano passado, a cantora recebeu na Laje da Nasa artistas como Liniker, Linn da Quebrada e Zeca Camargo. Além da celebração na laje, a família de Gaby também distribui água nas ruas durante a procissão, em um projeto que já dura mais de 20 anos.
A cantora também participa da Moto Romaria, que ela descreve como uma manifestação ligada à cultura periférica. “A gente entendeu que essa romaria era uma romaria para a gente também trazer visibilidade”, disse.
Para Gaby Amarantos, o Círio representa muito mais do que um evento religioso. “É um momento de poder me conectar com a minha fé, com a minha emoção, homenageá-la. Ela é a nossa rainha, ela é a nossa protetora”, declarou a cantora.
“Todo mundo tem que vir ao Pará, tem que vir um dia conhecer o que é a força, o que é a energia da rainha da Amazônia e do Círio de Nazaré”, reforçou Gaby.
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