Ibovespa bate máxima histórica com eleições e petróleo no radar; dólar cai
- 09/10/2026 08:52
- Redação
O Ibovespa operava nas máximas nesta sexta-feira (9), com o mercado avaliando novas pesquisas eleitorais sobre o segundo turno que mostraram o senador Flávio Bolsonaro (PL) à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa presidencial.
O mercado ainda acompanha os preços do petróleo, que passam por ajustes após o presidente americano Donald Trump afirmar que deve interromper os ataques ao Irã até que as Midterms (Eleições de Meio de Mandato) aconteçam em 3 de novembro.
Por volta das 12h, o índice de referência do mercado acionário brasileiro atingiu alta superior a 1,5%, a 209.713 pontos – a nova máxima recorde intradia da bolsa. Já o contrato futuro do Ibovespa com vencimento mais curto, em 14 de outubro, tinha alta de 1,03%.
Enquanto isso, o dólar tem baixa ante o real diante dos novos levantamentos eleitorais, enquanto no exterior a moeda norte-americana subia de forma modesta ante outras divisas de países emergentes.
No mesmo horário, o dólar à vista caía 0,69%, aos R$ 4,9895 na venda. Na quinta-feira, divisa americana à vista fechou a sessão com variação positiva de 0,17%, a R$ 5,0240.
Nos juros futuros, as taxas dos DIs (depósitos interfinanceiros) de longo prazo operam em baixa com a possibilidade de Flávio Bolsonaro se eleger à presidência.
Assim, a taxa para janeiro de 2028 estava em 12,545%, baixa ante o ajuste de 12,548% da sessão anterior. Na ponta longa da curva a termo, os juros para janeiro de 2035 estavam em 12,425%, recuo ante a taxa de 12,604%.
A pesquisa Atlas/Bloomberg mostrou nesta manhã que Flávio tem 51,1%, contra 45,7% de Lula. Como a margem de erro é de 1 ponto percentual para mais ou para menos, a liderança do senador está além da área de empate técnico.
O efeito das pesquisas na curva ofusca o impacto dos dados de inflação divulgados mais cedo, já que boa parte dos agentes considera que, com Flávio no Planalto, crescem as chances de um maior controle das contas públicas.
Em segundo plano ficou o resultado do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que subiu 0,82% setembro. O mercado projetava alta de 0,73% para o indicador de deste mês, segundo informações da Reuters.
A alta foi puxada pelo encarecimento da energia elétrica, com variação de 7,98%, com o o fim da incorporação do Bônus de Itaipu, creditado nas faturas emitidas no mês de agosto, informou o IBGE.
Em 12 meses, o indicador soma avanço de 4,58%, enquanto no acumulado do ano a alta é de 3,95%. O Banco Central persegue meta de inflação de 3%, com 1,5 ponto de tolerância para cima (4,5%) ou para baixo (1,5%).
De acordo com o economista-chefe do Bmg, Flavio Serrano, os números apresentaram surpresas apenas localizadas e não mudam o cenário atual para a inflação.
“Portanto, as pesquisas acabam ajudando no processo de queda dos juros”, afirmou, ao justificar o viés negativo para a curva nesta manhã.
*Com informações da Reuters