Debêntures incentivadas em transportes somam R$ 145 bi desde 2020
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Debêntures incentivadas em transportes somam R$ 145 bi desde 2020

  • 09/10/2026 10:00
  • Redação

As emissões de debêntures incentivadas voltadas para os setores de transporte e logística já somaram R$ 145,9 bilhões desde 2020 até julho deste ano. 

Os dados são de um levantamento da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais). 

Segundo a associação, somente nos sete primeiros meses de 2026, as emissões alcançaram R$ 9 bilhões.

O montante só perde para as emissões destinadas aos projetos de infraestrutura voltados ao setor elétrico.

Como mostrou a CNN, o mercado de capitais vem ampliando a participação no financiamento de projetos de infraestrutura no Brasil em projetos que já somam R$ 589,9 bilhões desde 2018, segundo a Anbima.

Para a associação, os valores mostram a relevância desse movimento, que fica ainda mais evidente diante do tamanho da demanda.

Somente no primeiro semestre deste ano, as emissões em infraestrutura realizadas no país alcançaram R$ 368,5 bilhões, maior volume para um semestre desde o início da série histórica da Anbima. 

Dentro do setor de transporte e logística, já foram recebidos R$ 76,5 bilhões em investimentos no ano passado, o que equivale a 0,61% do PIB.

Segundo a Anbima, para atender às necessidades de expansão e modernização da infraestrutura brasileira, seriam necessários R$ 282,5 bi. 

“A diferença estimada em R$ 206 bilhões entre os investimentos realizados e a necessidade anual de investimentos revela tanto o desafio do país quanto a oportunidade de ampliar as fontes privadas de financiamento”, afirmou em nota.

Para Erika Lacreta, gerente de mercado de capitais da associação, a dimensão dos investimentos necessários para ampliar e modernizar a infraestrutura do país exige a combinação de diferentes fontes de financiamento, com o mercado de capitais desempenhando um papel cada vez mais relevante ao conectar investidores a projetos de longo prazo em setores estratégicos.

“Para que esse avanço continue, é fundamental contar com segurança jurídica, previsibilidade regulatória e instrumentos adequados às características de cada projeto”, ponderou Erika. 

Demanda deve continuar

A carteira de projetos prevista para os próximos anos indica a continuidade da alta demanda por investimentos no setor.

Segundo o Ministério dos Transportes, a projeção de investimentos públicos e privados em ativos rodoviários e ferroviários até 2030 é de cerca de R$ 400 bilhões. 

Além disso, o PNL (Plano Nacional de Logística) 2050, apresentado no início de agosto, previu R$ 1,2 trilhão em investimentos em infraestrutura logística até 2050.

Do total estimado, R$ 734,4 bilhões devem vir da iniciativa privada, enquanto outros R$ 490,5 bilhões seriam investimentos públicos.

O ministro dos Transportes, George Santoro, afirmou, à época, que o valor total dos projetos foi baseado no levantamento da Abdib (Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base), que estima R$ 1 trilhão de investimentos para manter a infraestrutura brasileira em um patamar de serviço adequado.

  • Fonte: CNN Brasil
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