Justiça homologa plano de recuperação extrajudicial do GPA
Economia

Justiça homologa plano de recuperação extrajudicial do GPA

  • 07/10/2026 13:10
  • Redação

A justiça de São Paulo homologou nesta quarta-feira (7) o plano de recuperação extrajudicial do GPA (Grupo Pão de Açúcar), dona do Pão de Açúcar e Extra Mercado.

A companhia informou que o acordo abrange R$ 4,568 bilhões em dívidas sem garantia real e foi aprovado por credores que representam 57,49% dos créditos sujeitos ao plano.

A decisão foi tomada pelo Juízo da 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central de São Paulo. O plano havia sido apresentado pelo GPA em 5 de maio de 2026.

De acordo com fato relevante divulgado pela companhia, o plano contempla créditos quirografários que não estão relacionados às operações correntes de fornecimento de produtos, mercadorias, prestação de serviços ou aluguéis da companhia.

Com a homologação, essas dívidas são consideradas novadas, ou seja, passam a seguir as novas condições de pagamento previstas no acordo.

A reestruturação prevê emissão de novas debêntures e a captação de R$ 200 milhões em novos recursos.

Segundo o GPA, a reorganização do passivo foi desenhada para adequar a estrutura de capital da companhia e melhorar o perfil de suas obrigações. “A medida deverá impactar positivamente o serviço da dívida e liquidez de curto prazo da companhia”, informou o documento.

Pelos termos apresentados, o plano prevê ainda uma conversão de cerca de R$ 1,1 bilhão da dívida em equity, além de pagamentos de aproximadamente R$ 2 bilhões em dívida pecuniária, com amortizações estimadas até 2036.

Em comunicado ao mercado, o GPA afirmou que suas operações seguem normalmente e que a companhia mantém suas obrigações com fornecedores, clientes e demais parceiros que não integram a recuperação extrajudicial.

Acordo para plano de recuperação

O GPA anunciou em 10 março deste ano que havia firmado firmou acordo com seus principais credores para apresentação de um plano de recuperação extrajudicial.

À época, a varejista tinha informado que o plano abrangia determinadas obrigações de pagamento sem garantia que não constituem obrigações correntes ou operacionais da companhia, no montante total de aproximadamente R$ 4,5 bilhões.

A justiça aceitou o plano no dia seguinte, com o deferimento do processo pelo Juízo da 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca de São Paulo.

  • Fonte: CNN Brasil
Envie fotos, vídeos, denúncias e reclamações para nossa equipe pelo E-mail contato@nortaonoticias.com.br

Compartilhar: