MP denuncia cinco policiais por esquema de propina na Polícia Civil de SP
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MP denuncia cinco policiais por esquema de propina na Polícia Civil de SP

  • 07/10/2026 13:12
  • Redação

O MPSP (Ministério Público de São Paulo) denunciou cinco policiais civis e mais três pessoas por um esquema de corrupção em delegacias do estado.

De acordo com a investigação, eles utilizavam as delegacias e o sistema da Polícia Civil de São Paulo para interceptar caminhões com aparelhos eletrônicos contrabandeados do Paraguai e cobravam propina para liberação das cargas. Os denunciados foram alvo de uma operação em agosto e a denúncia foi apresentada em setembro.

Os cinco agentes públicos foram denunciados pelos crimes de corrupção passiva, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. Além deles, mais três homens foram denunciados por corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

Além disso, foi requerido um valor mínimo de R$ 2,3 milhões por danos morais coletivos. Os promotores também pediram a perda do cargo público dos denunciados.

Entenda a operação

A denúncia foi apresentada à justiça pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) como parte da Operação Merx, deflagrada em agosto deste ano.

Operação prende três falsos policiais no centro de São Paulo | CNN 360°

O objetivo da operação era reprimir atos de corrupção e lavagem de dinheiro na Grande São Paulo relacionados a cargas de eletrônicos contrabandeados.

De acordo com o MPSP, os policiais cobravam uma propina padrão de 70% do valor da mercadoria apreendida. Em troca, os produtos eram liberados ou tinham uma quantidade simbólica apreendida para conferir a aparência de legalidade.

Ainda em agosto, cinco pessoas foram presas preventivamente e sete mandados foram expedidos nos estados de São Paulo, Paraná e Goiás.

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    Sidiclei da Costa Almeida

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    O MPSP (Ministério Público de São Paulo) e a Corregedoria da Polícia Civil deflagraram, na manhã desta sexta-feira (28), operação mira policiais civis da Grande São Paulo suspeitos de praticar atos de corrupção e lavagem de dinheiro relacionados ao mercado de eletrônicos contrabandeados. • Divulgação

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    A Operação Merx cumpre mandados em São Paulo, no Paraná e em Goiás. • Divulgação

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    Casa de Maresias de um dos alvos, Marcus Vinicius. • Divulgação

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    A Justiça de São Paulo decretou a prisão preventiva de sete investigados – dentre eles quatro policiais civis, um advogado e outras duas pessoas que realizavam pagamentos de vantagens indevidas aos agentes públicos • Divulgação

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    Valor de R$ 700 mil do “acerto” foi pago em espécie

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    Sacolas enviadas por Thiago, apreendidas na abordagem

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Patrimônio suspeito de investigados

Dois policiais civis presos na Operação Merx tinham salário bruto de até R$ 8,6 mil, mas um patrimônio que chamou a atenção do MP.

Segundo o Gaeco, o investigador-chefe Marcos Vinicius de Souza Melo era proprietário de duas embarcações, um imóvel em Barueri, na Grande São Paulo, e uma casa de veraneio no litoral do estado, em Maresias.

Além disso, o investigado aparecia como sócio em cinco empresas, que registraram várias movimentação nos quadros societários, o que segundo o MP levanta a possibilidade de ocultação ou dissipação de patrimônio.

O investigador Bruno Moreno dos Santos também chamou a atenção por possuir uma empresa de transporte rodoviário de cargas em seu nome, o que, segundo o Gaeco, levantou suspeitas pelo ramo e a natureza do esquema de propina denunciado.

O MP pede que todos os bens apreendidos, bloqueados, arrestados ou sequestrados pelo processo,  cerca de R$ 4 milhões,  sejam perdidos em favor do Fundo Estadual de Defesa dos Interesses Difusos ou do Fundo Integrado de Segurança Pública do Estado de São Paulo.

A CNN Brasil tenta localizar a defesa dos citados. O espaço segue aberto.

*Sob supervisão de Carolina Figueiredo

  • Fonte: CNN Brasil
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