RS volta a ter previsão de temporais e ventos de até 100 km/h
- 07/10/2026 07:38
- Redação
O Rio Grande do Sul volta a enfrentar chuvas intensas e ventos de até 100 km/h a partir da tarde e noite desta quarta-feira (7), segundo alertas meteorológicos. Há risco de granizo, alagamentos e danos provocados pelas rajadas em diferentes regiões do estado.
O Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) emitiu um alerta de perigo para tempestades e são esperados volumes de 30 a 60 milímetros de chuva por hora ou acumulados de 50 a 100 milímetros por dia, além de ventos entre 60 e 100 km/h.
O aviso abrange as regiões Sudoeste, Centro Ocidental, Noroeste, Sudeste, Centro Oriental e a Região Metropolitana de Porto Alegre. Também há possibilidade de queda de granizo em grande quantidade e de tamanho elevado.
O instituto alerta para cortes no fornecimento de energia elétrica, danos a plantações, queda de árvores e alagamentos urbanos.
Segundo a Climatempo, em Porto Alegre, a quarta-feira terá aumento da nebulosidade, mas não há previsão de chuva. A temperatura máxima pode chegar a 27°C.
Na quinta-feira (8), o risco de tempestades severas aumenta no início do dia nas regiões Oeste, Missões e Noroeste gaúcho. Os acumulados podem chegar a 80 a 100 milímetros durante a manhã, com ventos fortes e possibilidade de tornados.
Na sexta-feira (9), as instabilidades devem atingir grande parte do estado. Já no sábado (10), a formação de um ciclone extratropical entre o Rio Grande do Sul e o Uruguai deve provocar novas rajadas e chuvas fortes antes de se afastar gradualmente durante a tarde.
O cenário ocorre após meses de chuva acima da média em grande parte do estado. Desde julho, os níveis dos rios permanecem elevados, aumentando o risco de transbordamentos, inundações em áreas ribeirinhas e alagamentos urbanos.
Na zona rural, o excesso de umidade também pode prejudicar as atividades agrícolas e dificultar trabalhos de plantio e colheita.
As instabilidades são favorecidas pela combinação de ar quente e úmido vindo da Amazônia, uma área de baixa pressão entre o Paraguai e o norte da Argentina e o avanço de uma frente fria acompanhada de ar frio polar.
*Sob supervisão de Carolina Figueiredo