RJ: 204 mil eleitores votaram “13” para governador e anularam seus votos
- 06/10/2026 15:18
- Redação
Mais de 204 mil eleitores apertaram “13” nas urnas eletrônicas ao escolher o governador no Rio de Janeiro no último domingo (4). Como não havia concorrente ao Palácio Guanabara com essa identificação, os 204.309 votos foram anulados, o que representa cerca de 30,25% de todos os votos nulos no estado e 2% dos eleitores que compareceram nos locais de votação.
Douglas Ruas (PL) foi o mais votado no estado, com 4.271.199 votos (49,27%), para o cargo de governador do RJ. Logo em seguida, aparece Eduardo Paes (PSD) com 3.706.984 (42,76%). Considerando esses resultados, os dois primeiros estavam encaminhados para o segundo turno. No entanto, há a análise da desistência de Anthony Garotinho (Republicanos), o que muda a contagem dos votos válidos.
Em relação aos votos anulados, apenas o número “00” teve mais registros que “13”. Os dígitos, que são tradicionalmente utilizados por quem decide invalidar a escolha, foram apertados por 344.480 eleitores no Rio de Janeiro.
O dado faz parte de um levantamento feito pela CNN a partir dos RDVs (Registros Digitais do Voto) disponibilizados pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Os arquivos registram os números digitados pelos eleitores nas urnas e permitem identificar votos dados a números que não correspondiam a candidatos válidos.
Os registros, porém, não permitem saber em quem esses eleitores pretendiam votar. O RDV mostra apenas o número efetivamente digitado na urna, sem indicar se houve erro, confusão ou intenção deliberada de anular o voto.
Anthony Garotinho (Republicanos) ficou com 3,17% dos votos válidos. No entanto, o candidato, que concorria sub judice, desistiu de recorrer contra a decisão do TSE que indeferiu seu registro nessa segunda-feira (5). A medida abre caminho para uma eventual vitória de Ruas em primeiro turno.
Isso porque a eventual retirada dos votos de Garotinho do cálculo dos votos válidos elevaria a votação proporcional de Ruas para 50,89%, acima da maioria necessária para uma vitória em primeiro turno.
Em coletiva, Garotinho afirmou que não pretende continuar questionando a atuação da Justiça Eleitoral e voltou a dizer que teria sido alvo de perseguição. “Não perderei tempo reclamando da Justiça Eleitoral, pois a imensa maioria da população viu a perseguição sofrida por mim tão clara como a luz do sol.”
O ministro Floriano de Azevedo Marques, do TSE, determinou nesta segunda que a Procuradoria-Geral Eleitoral se manifeste em até dois dias sobre o pedido de desistência apresentado por Garotinho no recurso contra o indeferimento de sua candidatura. Até a definição, Ruas e Paes permanecem formalmente classificados para o segundo turno.
Nesta terça-feira (6), o MPE (Ministério Público Eleitoral) se manifestou a favor da desistência de Anthony Garotinho do recurso apresentado.
Situação parecida aconteceu no Disitrito Federal. Mais de 26 mil eleitores do DF digitaram 22, número do PL, ao escolher o candidato a governador no domingo (4). Como não havia concorrente ao Palácio do Buriti com essa identificação, os 26.603 votos foram anulados.
O número chama atenção porque a governadora Celina Leão (PP), candidata à reeleição com o número 11, terminou o primeiro turno muito perto da maioria necessária para encerrar a disputa já no domingo. Ela recebeu 825.530 votos, o equivalente a 49,93% dos votos válidos, e enfrentará Leandro Grass (PT) no segundo turno.
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