Motorista que atropelou tio de Boulos é indiciado por homicídio em SP
- 06/10/2026 12:13
- Redação
A Polícia Civil de São Paulo indiciou por homicídio doloso o motorista que atropelou Carlos Boulos, tio do ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos (PSOL-SP), durante uma briga de trânsito na avenida 23 de Maio, na região central da capital paulista, na noite de sábado (3).
Carlos estava internado no Hospital das Clínicas e morreu na manhã desta terça-feira (6), três dias após o atropelamento. Segundo a SSP (Secretaria de Segurança Pública), ele teve morte encefálica, condição caracterizada pela perda completa e irreversível das funções do cérebro.
Após o ocorrido, o motorista, identificado como Amilton, foi conduzido à delegacia e prestou depoimento. De acordo com a defesa, representada pelos advogados Natan Tolintino e Ana Paula Caliman, ele foi liberado na sequência.
A Polícia Civil informou que o inquérito segue em andamento e será encaminhado ao Poder Judiciário após a conclusão. O caso é investigado pelo 5º Distrito Policial (Aclimação).
Carlos Boulos ficou ferido após ser atropelado em uma briga de trânsito na avenida 23 de Maio, região central da capital paulista, na noite do último sábado (3).
Segundo a SSP (Secretaria de Segurança Pública), testemunhas relataram que houve uma discussão entre os motoristas após uma colisão.
Carlos Boulos, que conduzia uma caminhonete, teria desembarcado para conversar com o motorista do outro veículo, que avançou em direção à Boulos e o atropelou.
Imagens feitas por testemunhas registraram parte da discussão. Nas gravações, Carlos aparece do lado de fora do carro e bate no veículo. Em seguida, o automóvel faz uma manobra para sair do local e atinge Carlos, que cai no chão.
À CNN Brasil, a defesa do motorista, representada pelos advogados Natan Tolintino e Ana Paula Caliman, informou que ele estava em um Fiat Palio com a esposa e o filho e voltava do hospital quando uma caminhonete Hilux preta –– conduzida por Carlos Boulos ––, teria passado a buzinar, acionar o farol alto e projetar o veículo contra o carro da família.
Segundo a defesa, Boulos parou à frente do Palio, desembarcou e “se aproximou de forma agressiva”. Os advogados afirmam que Amilton arrancou pela esquerda ao encontrar uma brecha no trânsito.
Ainda de acordo com o relato, Carlos teria tentado impedir a saída colocando as mãos no capô e golpeando o veículo, antes de perder o equilíbrio e cair.
Em nota, a defesa declarou que não houve intenção de atingir Carlos. Veja:
“A defesa sustenta que Amilton tentou se afastar de uma situação de ameaça para proteger a esposa, o filho e a si próprio, sem intenção de atingir o outro condutor. Essa versão encontra apoio nos depoimentos dos familiares. A dinâmica do ocorrido deverá ser esclarecida pelas imagens, pela perícia e pelos demais elementos da investigação.”