Em três meses, hospital chega a 34 telecirurgias robóticas pelo SUS
- 06/10/2026 10:16
- Redação
A primeira cirurgia robótica de longa distância pelo SUS (Sistema Único de Saúde) foi realizada em 30 de junho, no Hospital do Amor, e três meses depois, a instituição já soma a realização de 34 procedimentos a distância e outros 50 robóticos presenciais.
As telecirurgias oncológicas são realizadas em diferentes unidades do hospital pelo país, voltadas ao atendimento público.
O Hospital do Amor usa a tecnologia para diferentes procedimentos nas áreas de urologia e ginecologia, incluindo cirurgias para tratamento de câncer de colo do útero (histerectomia), de próstata (prostatectomia) e de cólon e reto (retossigmoidectomia).
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirma que a cirurgia robótica amplia as possibilidades de acesso ao levar a experiência de equipes especializadas a diferentes regiões do país.
Para realizar procedimentos robóticos convencionais, o cirurgião permanece no mesmo hospital que o paciente. Já na telecirurgia, o profissional comanda o equipamento a distância, por meio de uma conexão de alta capacidade e baixa latência.
A primeira telecirurgia foi realizada para tratar um paciente com câncer de reto. Esse procedimento conectou a unidade do hospital em Porto Velho, em Rondônia, e a de Barretos, em São Paulo.
50 cirurgias robóticas já foram realizadas no Hospital de Amor, unidade filantrópica que atende pacientes da rede pública • Helio Montferre/MComA equipe médica acompanhou e comandou a cirurgia a quase 2.700 quilômetros de distância.
Para o procedimento, é necessária uma estrutura específica de conectividade para garantir estabilidade e segurança durante os procedimentos, que foi viabilizada por meio de uma parceria dos ministérios das Comunicações e da Saúde com o hospital.
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“Fizemos essa parceria com o Ministério das Comunicações onde conseguimos conectar a plataforma robótica lá em Porto Velho. Com isso, ajudamos um médico de lá, que já sabe operar um robô, mas tem dificuldades técnicas, a melhorar o procedimento dele. Muitos pacientes com câncer foram beneficiados e puderam ir para casa mais cedo”, afirma Luis Romagnolo, médico cirurgião e diretor de Inovação do hospital.
O sistema conta com duas conexões independentes de fibra óptica, redundância via 5G e uma rede dedicada por VPN para reduzir os riscos de interrupção na comunicação entre o cirurgião e o robô.
A operação ocorreu com latência abaixo de 100 milissegundos, que é o tempo mínimo necessário entre o comando do cirurgião remoto e a resposta do robô no centro cirúrgico.
O ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, afirma que a inciativa mostra uma forma de reduzir desigualdades regionais ao levar procedimentos especializados para áreas distantes dos grandes centros pelo atendimento público.