Ibovespa oscila com rescaldo de repercussão após 1º turno; dólar cede
Economia

Ibovespa oscila com rescaldo de repercussão após 1º turno; dólar cede

  • 06/10/2026 08:36
  • Redação

O Ibovespa oscila nos primeiros negócios desta terça-feira (6), com o mercado ainda se analisando a euforia pós resultado do primeiro turno das eleições presidenciais, que mostrou Flávio Bolsonaro (PL) à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Após iniciar o dia em alta superior a 0,70%, o índice de referência do mercado acionário brasileiro passou a cair 0,46%, próximo dos 206 mil pontos.

Já o contrato futuro do Ibovespa com vencimento mais curto, em 14 de outubro, tinha queda de 0,36%.

O dólar, por sua vez, tem baixa no Brasil, ainda sob a influência do resultado eleitoral, enquanto no exterior a moeda americana também cedia ante boa parte das demais divisas.

No mesmo horário, o dólar à vista caía 0,39%, a R$ 4,9738 na venda.

O dólar futuro para novembro — atualmente o mais líquido no mercado brasileiro — tinha baixa de 0,53%, aos R$4,9985.

Dólar tem maior queda diária em mais de 8 anos; veja análise | CNN NOVO DIA

Na véspera, o Ibovespa disparou e atingiu novos recordes históricos, batendo 209,6 mil pontos, enquanto o dólar despencou ante o real e retornou para perto dos R$ 5,00.

A percepção dos profissionais do mercado é de que uma virada do atual presidente Lula no segundo turno, marcado para 25 de outubro, é pouco provável.

No exterior, os investidores mostravam-se mais otimistas antes da temporada de balanços, que começa na próxima semana.

O Goldman Sachs estima que as previsões consensuais do mercado apontam para um crescimento de 27% nos lucros das empresas do S&P 500, sendo que mais da metade desse avanço viria de companhias beneficiadas pelos investimentos em infraestrutura de inteligência artificial.

Embora a liquidação no mercado de títulos mostre sinais de arrefecimento, os rendimentos dos títulos soberanos permanecem próximos de máximas de vários anos, à medida que os investidores continuavam a lidar com preocupações persistentes relacionadas à inflação e ao endividamento.

No entanto, na cena nacional, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2028 estava em 12,58%, em baixa de 8 pontos-base ante o ajuste de 12,663% da sessão anterior.

Enquanto isso, na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 12,635%, com queda de 16 pontos-base ante 12,791%.

O movimento reflete o otimismo do mercado após a maior aposta de que Flávio deve assumir a cadeira presidencial em 2027.

O candidato é visto como um nome mais propenso a priorizar o ajuste das contas públicas — ainda que seus planos para a área não sejam claros –, enquanto Lula enfrenta a desconfiança de uma parcela relevante do mercado.

*Com informações da Reuters 

 

  • Fonte: CNN Brasil
Envie fotos, vídeos, denúncias e reclamações para nossa equipe pelo E-mail contato@nortaonoticias.com.br

Compartilhar: