“Quem Ama Cuida”: além de Otoniel, recorde outros personagens médiuns
- 05/10/2026 15:35
- Redação
Assim como em outras obras da teledramaturgia brasileira, Walcyr Carrasco e Claudia Souto também encontraram na espiritualidade um terreno fértil para cativar o público que acompanha a trama de “Quem Ama Cuida”.
Se Otoniel (Tony Ramos) chama a atenção do público por sua mediunidade aflorada, a história da TV nacional está repleta de outras figuras marcantes que transitaram entre o mundo material e o espiritual. De obsessões implacáveis a dons de cura, a ficção transformou a vidência, a psicografia e a reencarnação em motrizes de grandes sucessos.
Escrita por Ivani Ribeiro, a trama de “A Viagem” explorou profundamente o espiritismo kardecista. Ao longo dos capítulos, o médico Dr. Alberto (Cláudio Cavalcanti) utilizava de sua mediunidade e conhecimentos dentro da doutrina espírita para guiar os protagonistas e tentar conter um espírito obsessor.
Enquanto isso, Alexandre (Guilherme Fontes) tornou-se o arquétipo máximo da obsessão espiritual, atuando diretamente na mente dos vivos e influenciando tragédias a partir do plano espiritual inferior. Na contrapartida, Diná (Christiane Torloni), destacou-se pela clarividência em vida e, sobretudo, pelo desdobramento espiritual e evolução após sua transição para o plano espiritual, tornando-se um farol de luz para a família.
Claudio Cavalcanti fez o papel de Dr. Alberto na novela “A Viagem” • Reprodução/GloboplayJá em “O Profeta”, Duca Rachid e Thelma Guedes trouxeram duas faces distintas da mediunidade. O protagonista Marcos (Thiago Fragoso) possuía premonições e clarividência detalhadas, enxergando o futuro e o plano espiritual, o que muitas vezes o colocava em dilemas éticos.
No núcleo infantil, a pequena Aninha (Caroline Smith) encantou os telespectadores com sua vidência pura, conseguindo ver e interagir com o espírito de seu protetor.
Marcos foi interpretado por Thiago Fragoso em “O Profeta” • DivulgaçãoWalcyr Carrasco também emocionou o país com a jornada de Serena (Priscila Fantin). A personagem exibia uma forte canalização e memória espiritual, sendo a reencarnação direta de Luna. Suas visões e lembranças nítidas guiavam toda a narrativa do folhetim.
Serena em “Alma Gêmea” • Reprodução/GloboplayJá a comédia romântica de Daniel Ortiz tratou o tema com leveza e mistério. Caíque (Sérgio Guizé) lidava com a vidência a psicofonia, conversando abertamente com o espírito de Bella.
Na trama, ele era acompanhado e frequentemente incorporado pelo espírito do doutor Castilho (Marcelo Médici), com quem mantinha uma ligação de outra vida.
Caique em “Alto Astral” • Reprodução/Globo