Brasil conquista medalhas de ouro, prata e três bronzes na Olimpíada Internacional de Astronomia
- 05/10/2026 13:33
- Redação
O Brasil conquistou uma medalha de ouro, uma de prata e três de bronze na 19ª edição da IOAA (Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica), realizada entre 25 de setembro e 5 de outubro, em Hanói, no Vietnã.
O resultado está entre os melhores da história do país na competição internacional, que reúne estudantes de dezenas de países em provas de astronomia e astrofísica.
O ouro foi conquistado por Eyke Cardoso de Souza Torres. Arthur Alencar Spuri ficou com a prata, enquanto Biatriz Soares Silva, Jailson Henrique Godeiro Neto e Isaac Victor de Araújo Santos receberam medalhas de bronze.
Os estudantes exibiram a bandeira do Brasil ao ganherem o prêmio • Divulgação OBAOs cinco estudantes conquistaram as vagas na IOAA após um processo seletivo iniciado na segunda fase da OBA (Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica).
A competição teve provas de alto nível de dificuldade. Entre os desafios estavam questões sobre a observação de Saturno, o aglomerado aberto Messier 29 e a determinação da massa de um buraco negro por meio da técnica de reverberação.
Segundo o professor Thiago Paulin, líder da delegação brasileira, os estudantes precisaram interpretar dados coletados durante as provas e utilizar as medições para realizar cálculos astronômicos.
Para Isaac Santos, a análise de dados foi a prova mais difícil. Arthur Spuri destacou uma questão teórica sobre buracos negros primordiais, enquanto Biatriz Soares apontou a prova de telescópio como uma das experiências mais marcantes da competição.
Além das provas, a delegação brasileira teve contato com estudantes de diferentes países. Jailson Godeiro destacou a convivência com participantes da Turquia e da Arábia Saudita.
Para disputar uma vaga nas olimpíadas internacionais e latino-americanas de astronomia, estudantes do ensino médio precisam obter nota igual ou superior a 7 na prova da OBA do ano anterior. Para alunos do 9º ano do ensino fundamental, a nota mínima é 9.
Os classificados avançam para as etapas seguintes, que incluem uma prova presencial de pré-seleção e o TSA² (Torneio Seletivo de Astronomia e Astrofísica).
A partir do desempenho no TSA², são selecionados 45 estudantes para os treinamentos. Dez vagas são destinadas obrigatoriamente a meninas, cinco a estudantes do 1º ano do ensino médio e outras cinco a alunos de escolas públicas.
Ao final do processo, são escolhidos os cinco estudantes que representam o Brasil na IOAA, além de cinco classificados para a OLAA (Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica) e cinco suplentes.
A Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica é realizada pela SAB (Sociedade Astronômica Brasileira), em parceria com a AEB (Agência Espacial Brasileira).
*Sob supervisão de Carolina Figueiredo