MP denuncia dirigentes de torcida organizada do Bahia por tortura e ameaça
- 05/10/2026 12:28
- Redação
O Ministério Público da Bahia denunciou, nesta sexta-feira (2), dez integrantes da torcida organizada Bamor, do Bahia, por organização criminosa, tortura, roubo, extorsão e ameaça. Entre os denunciados estão o presidente e o vice-presidente da torcida, além de um policial militar.
A denúncia é resultado da “Operação Inquisição”, deflagrada em 28 de setembro para investigar casos de tortura física e psicológica dentro da sede da Bamor. De acordo com as apurações, as vítimas teriam sido agredidas com tacos de beisebol, martelo e faca e forçadas a confessar supostas irregularidades.
Ao todo, foram denunciados Matheus Pires Castro, presidente da Bamor; Luciano da Silva Venâncio, vice-presidente; Gabriel Pereira Silva, diretor-geral; Daniel Sena Duarte, diretor de sede; Ricardo Henrique Almeida da Silva, diretor de marketing; Diego Allan Conceição Sacramento, diretor de patrimônio; Ivã Cleiton de Jesus Santos, diretor de bateria; Luiz Wagner da Silva Santana, diretor de sede; Alan Rafael Regis Alves de Aquino, diretor financeiro e Fernando Santana Esquivel, policial militar apontado como integrante da torcida organizada.
Segundo o Ministério Público, todos permanecem presos preventivamente no Complexo Penitenciário da Mata Escura, em Salvador.
Além da condenação dos denunciados pelos crimes atribuídos a cada um, a promotoria pede a manutenção das prisões preventivas e o pagamento de uma indenização de R$ 2 milhões às vítimas por danos materiais e morais.
Segundo a investigação, os denunciados integrariam uma estrutura criminosa estável, organizada e com divisão de funções. O grupo teria usado a estrutura da torcida para punir pessoas apontadas pela diretoria como responsáveis por supostos desvios internos.
Os crimes teriam ocorrido em julho deste ano. De acordo com a denúncia, duas pessoas foram submetidas a sessões de violência física e psicológica dentro da sede da Bamor para que confessassem supostas irregularidades relacionadas ao sistema de gestão de associados da torcida.
Integrantes da presidência e da diretoria da torcida organizada do Bahia foram alvos de uma operação deflagrada pelo MPBA (Ministério Pública da Bahia), na última segunda-feira (28), em Salvador.
Na ação, nove pessoas foram presas, incluindo um policial militar.
Operação investiga tortura na cúpula de torcida organizada do Bahia • MPBA
Nove pessoas foram presas em Salvador e entre os investigados está um PM; a ação criminosa teria durado horas e envolvido o uso de tacos de beisebol, martelo, faca, além de sufocamento e afogamento • MPBA
Integrantes da presidência e da diretoria da torcida organizada do Bahia são alvos de uma operação deflagrada nesta segunda-feira (28), em Salvador • MPBA
Operação deflagrada nesta segunda-feira (28), em Salvador, que investiga casos de tortura física e psicológica dentro da sede da Bamor • MPBA
Entre os investigados está um policial militar • MPBA
A ação é realizada pelo Ministério Público da Bahia, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em conjunto com a Secretaria da Segurança Pública e as Polícias Civil e Militar • MPBA
São cumpridos mandados de prisão e de busca e apreensão na capital baiana • MPBA
Segundo as investigações, pelo menos duas pessoas teriam sido torturadas dentro da sede da torcida, em julho deste ano • MPBA
As vítimas teriam sido obrigadas a confessar supostas irregularidades • MPBA
Além da suspeita de tortura, a investigação apura possíveis crimes de roubo, extorsão, ameaça e associação criminosa • MPBA
Nas redes sociais, a torcida organizada do Bahia se manifestou após a operação e afirmou que “qualquer apuração deve observar o devido processo legal, o contraditório, a ampla defesa e o príncipio constitucional da presunção de inocência”.
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