Edmundo, Luxemburgo e mais: veja ex-atletas que não se elegeram em 2026
Esporte

Edmundo, Luxemburgo e mais: veja ex-atletas que não se elegeram em 2026

  • 05/10/2026 09:43
  • Redação

As eleições de 2026 levaram às urnas uma série de personalidades conhecidas do esporte. Ex-jogadores de futebol, atletas olímpicos, técnicos e dirigentes disputaram vagas para deputado federal, deputado estadual, deputado distrital, senador e até governador.

A maioria dos candidatos ligados ao esporte não conseguiu um novo mandato ou não conquistou uma cadeira. Entre os nomes de maior projeção que ficaram fora estão Edmundo, Luís Fabiano, Vanderlei Luxemburgo, Leila do Vôlei, Marcelinho Carioca, Sarah Menezes e Maurício Souza.

Por outro lado, alguns conseguiram manter espaço na política ou entrar pela primeira vez no Legislativo. Danrlei, Luiz Lima, Bobô, Felipe Sertanejo e Rozenha estão entre os nomes do esporte que saíram das urnas com mandato.

Edmundo, Luís Fabiano e Luxemburgo ficam fora

No Rio de Janeiro, Edmundo (PSDB) tentou uma vaga de deputado federal. Ídolo de Vasco e Palmeiras, o ex-atacante recebeu 35.725 votos, mas não conseguiu uma cadeira na Câmara.

Em São Paulo, Luís Fabiano (MDB) também ficou fora. O ex-atacante, que teve passagens por São Paulo, Sevilla e Seleção Brasileira, recebeu 9.613 votos na disputa por uma vaga de deputado federal.

Outro ex-jogador que tentou chegar à Câmara foi Finazzi (MDB). O ex-atacante recebeu 1.069 votos em São Paulo e não foi eleito.

No Tocantins, Vanderlei Luxemburgo (Podemos) disputou uma das duas vagas ao Senado. O ex-técnico da Seleção Brasileira recebeu 67.987 votos, equivalentes a 4,11%, e terminou fora da disputa.

Leila do Vôlei perde reeleição ao Senado

No Distrito Federal, Leila do Vôlei (PDT) não conseguiu renovar o mandato de senadora. A ex-jogadora terminou em terceiro lugar, com 686.340 votos, ou 21,25% dos votos válidos.

As duas vagas do DF ficaram com Michelle Bolsonaro e Bia Kicis. Leila havia chegado ao Senado em 2018, após uma carreira no vôlei que incluiu duas medalhas olímpicas de bronze com a Seleção Brasileira, em Atlanta 1996 e Sydney 2000.

Outro nome conhecido do esporte no Distrito Federal, Marcelinho Carioca (Republicanos), tentou uma vaga de deputado distrital. O ex-meia recebeu 2.494 votos e não conseguiu retornar ao Legislativo.

No Piauí, a campeã olímpica Sarah Menezes (MDB) também ficou fora. A judoca recebeu 10.516 votos na disputa por uma cadeira de deputada federal.

Em Minas Gerais, Maurício Souza (PL), campeão olímpico com a Seleção Brasileira de vôlei no Rio 2016, tentou a reeleição para deputado federal. Ele teve 16.122 votos e não conquistou um novo mandato.

Dirigentes do futebol também ficaram sem mandato

A disputa contou ainda com nomes que ganharam projeção na política esportiva, principalmente em grandes clubes.

No Rio de Janeiro, Eduardo Bandeira de Mello (PV), ex-presidente do Flamengo, tentou a reeleição para deputado federal, mas ficou fora da Câmara.

Marcos Braz (PSDB), que foi vice-presidente de futebol do Flamengo, também concorreu a deputado federal pelo estado. Ele recebeu 18.305 votos e não foi eleito.

Em Minas Gerais, Sérgio Santos Rodrigues, ex-presidente do Cruzeiro, disputou uma cadeira na Câmara dos Deputados. O candidato recebeu 20.279 votos e ficou fora.

Alexandre Kalil (PDT), ex-presidente do Atlético-MG, concorreu ao Governo de Minas Gerais e recebeu 403.466 votos, mas não avançou para o segundo turno.

Outros esportes também tiveram candidatos

O futebol concentrou boa parte das candidaturas de maior projeção, mas não foi a única modalidade representada nas urnas.

Em São Paulo, o fisiculturista Felipe Franco (União) tentou a reeleição para deputado estadual. Ele recebeu 59.518 votos, mas não conseguiu permanecer na Assembleia Legislativa.

O ex-jogador de basquete Douglas Viegas (Podemos) disputou uma vaga de deputado federal por São Paulo e recebeu 26.579 votos.

No atletismo, Altobeli Santos da Silva (União), campeão mundial de cross country e representante brasileiro em Jogos Olímpicos, recebeu 5.192 votos na disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa paulista.

Quem foi eleito

Apesar do número de derrotas, alguns nomes ligados ao esporte conseguiram conquistar ou manter mandatos.

No Rio Grande do Sul, o ex-goleiro Danrlei (PSD) foi reeleito deputado federal com 105.079 votos. Ídolo do Grêmio e campeão da Copa Libertadores de 1995 pelo clube, ele seguirá na Câmara dos Deputados.

No Rio de Janeiro, o ex-nadador Luiz Lima (Novo) também foi reeleito deputado federal. Ele recebeu 79.249 votos.

Na Bahia, o ex-atacante Bobô (PCdoB) foi eleito deputado estadual com 70.893 votos. Ídolo do Bahia, ele conquistou uma cadeira na Assembleia Legislativa do estado.

Em São Paulo, o ex-lutador de MMA Felipe Sertanejo (PL) foi eleito deputado estadual com 138.277 votos. O resultado colocou o atleta entre os 94 deputados estaduais eleitos no estado.

No Amazonas, Rozenha (PSD) foi reeleito deputado estadual com 62.201 votos. Além da carreira política, ele é presidente da Federação Amazonense de Futebol e vice-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

 

  • Fonte: CNN Brasil
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