Soraya Thronicke não é reeleita ao Senado por Mato Grosso do Sul
- 04/10/2026 23:45
- Redação
A senadora Soraya Thronicke (PSB) não conseguiu se reeleger neste domingo (4) e deixará o Congresso ao término do mandato, em janeiro de 2027. A parlamentar terminou a disputa em quarto lugar, com cerca de 13,07% dos votos válidos.
As duas vagas de Mato Grosso do Sul foram conquistadas por candidatos do PL (Partido Liberal). O ex-governador Reinaldo Azambuja recebeu 34,64% dos votos, enquanto Capitão Contar ficou com 32,82%. O deputado federal Vander Loubet (PT) terminou em terceiro, à frente de Soraya, com 13,88%.
Com o resultado, a senadora encerra um mandato marcado por mudanças no relacionamento político. Eleita em 2018 na esteira do bolsonarismo, Soraya rompeu com Jair Bolsonaro (PL), enfrentou publicamente integrantes da família do ex-presidente e, em 2026, concorreu em uma aliança apoiada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Soraya chegou ao Senado em sua primeira eleição para um cargo público. Filiada ao PSL (Partido Social Liberal), mesma legenda de Bolsonaro naquele momento, apresentou-se durante a campanha como “a senadora do Bolsonaro” e recebeu 373.712 votos, equivalentes a 16,19% dos votos válidos.
No início do mandato, a parlamentar apoiou o governo Bolsonaro e defendeu publicamente bandeiras do então presidente. A relação, porém, perdeu força entre 2019 e 2020, período em que Bolsonaro entrou em conflito com dirigentes do PSL e deixou o partido.
O rompimento ganhou maior visibilidade durante a eleição de 2022. Já filiada ao União Brasil, Soraya concorreu ao Palácio do Planalto e fez críticas diretas a Bolsonaro nos debates. Em um dos encontros, o então presidente a chamou de “estelionatária” por utilizar a associação com ele na campanha de 2018. A senadora, por sua vez, afirmou que havia se decepcionado com o governo e intensificou as críticas ao antigo aliado.
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Após passar pelo União Brasil e pelo Podemos, Soraya filiou-se ao PSB em abril deste ano para tentar renovar o mandato. A legenda integra a base do governo Lula e tem o vice-presidente Geraldo Alckmin entre seus principais nomes.
Durante a campanha, a senadora confirmou a aliança com Lula e passou a dividir o campo político com Vander Loubet, candidato do PT à outra vaga.