Eleição íntegra é motor da democracia, diz Fachin após votar em Brasília
Politica

Eleição íntegra é motor da democracia, diz Fachin após votar em Brasília

  • 04/10/2026 10:49
  • Redação

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, votou neste domingo (4) no primeiro turno das eleições, em Brasília (DF). O ministro chegou ao colégio eleitoral por volta das 11h, na Asa Sul, região nobre da capital federal.

“Eleições periódicas, íntegras seguras, transparentes e auditáveis são o motor da democracia. Elas consistem numa fonte de legitimidade e, portanto, dia de hoje é o dia de exercício da soberania popular para que essa legitimidade aos representantes, que serão eleitos pelo voto, seja coroada pela manifestação do povo brasileiro”, declarou a jornalistas após a votação.

Fachin compareceu acompanhado da esposa, Rosana Fachin. Na chegada ao local, o ministro, de 68 anos, pegou a fila junto dos demais eleitores e aguardou por cerca de 40 minutos a sua vez de registrar o voto.

“O dia de hoje é também exercício de escolha, de liberdade na democracia, em direção ao futuro que todas as pessoas no Brasil almejam no país. Uma aposta de que nós somos capazes de resolver nossos problemas, superar os obstáculos, e encontrar soluções importantes para temas relevantes na área da suade, educação, da infraestrutura, segurança publica”, disse.

Além de Edson Fachin, outros cinco ministros da Suprema Corte também votam em Brasília. Dos atuais dez integrantes do Supremo, sete já foram às urnas nesta manhã.

Na última semana, na reta final do período eleitoral, o presidente da Suprema Corte reforçou o “empenho incansável” do TSE em garantir um processo eleitoral seguro.

Fachin valorizou a “democracia e liberdade” que fazem parte da “cultura cívica” das eleições. De acordo com ele, a democracia é um “patrimônio coletivo” e é preciso preservá-la e fortalecê-la.

A nota de Fachin, publicada em 1º de outubro, foi divulgada em meio a um embate entre ministros do Supremo Tribunal Federal e a cúpula do Tribunal Superior Eleitoral, a cinco dias do primeiro turno.

A disputa gira em torno da competência do STF para rever decisões da Justiça Eleitoral. A discussão se acirrou depois de decisões conflitantes envolvendo publicações relacionadas a Nossa Senhora Aparecida e ao candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).

O episódio teve início quando o ministro André Mendonça, do TSE, determinou a retirada de postagens que relacionavam o senador Flávio Bolsonaro (PL) ou sua família à intenção de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.

Em seguida, o ministro Flávio Dino derrubou a medida, e o ministro Luiz Fux retomou a decisão anterior, evidenciando uma cadeia de reviravoltas que expôs publicamente a fissura entre as duas Cortes.

O TSE decidiu na quinta-feira (30) manter fora do ar todas as publicações que vinculem diretamente Flávio Bolsonaro com a notícia falsa sobre Nossa Senhora Aparecida.

Após as divergências na decisões individuais de ministros, Fachin determinou novas regras para a apresentação de pedidos em processos que já estão em andamento na Corte. A resolução busca criar um filtro e evitar que peticionantes “escolham” qual a magistrado cuidará de novas solicitações.

Nas eleições de 2026, espera-se que 158.745.483 brasileiros se dirijam às urnas, segundo informações do TSE. O número representa um acréscimo de 2,2 milhões de eleitores em relação ao pleito anterior.

Neste pleito, os eleitores decidem seis cargos: deputado federal, deputado estadual ou distrital, senador (duas vagas), governador e presidente. Se necessário, o segundo turno para cargos executivos (governo e Presidência) será realizado em 25 de outubro.

Fachin completa 1 ano na presidência do STF sob pressão | LIVE CNN

  • Fonte: CNN Brasil
Envie fotos, vídeos, denúncias e reclamações para nossa equipe pelo E-mail contato@nortaonoticias.com.br

Compartilhar: