Caso Gisele: Novo laudo aponta impossibilidade de suicídio
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Caso Gisele: Novo laudo aponta impossibilidade de suicídio

  • 03/10/2026 16:34
  • Redação

Um novo laudo do Instituto de Criminalística de São Paulo concluiu que a soldado Gisele Alves Santana não cometeu suicídio. O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, então marido da vítima, é acusado pelo feminicídio e está preso desde março deste ano. 

O documento da perícia, ao qual a CNN Brasil teve acesso, determina a “impossibilidade de que Gisele tenha atirado contra a própria cabeça”.

De acordo com o laudo, foi constatado que houve um desacordo material entre o que condiz com um suicído e um assassinato. Os peritos realizaram a verificação da capacidade física e mecânica da vítima, um teste de visibilidade e a medida técnica do padrão e do sentido em que o sangue da sargento escorreu. 

O laudo é o segundo realizado para responder a questionamentos apresentados por um assistente técnico da defesa. O Instituto de Criminalistíca manteve a mesma conclusão do laudo anterior.

A defesa da família de Gisele diz que “o feminicídio é patente” e que não possuem “nenhuma dúvida” de que o tenente-coronel cometeu o crime. Ele deve ser ouvido em audiência nesta segunda-feira (5).

As conclusões do novo laudo

De acordo com o documento, os testes realizados pela perícia não condizem com a versão dos fatos contada pelo tenente-coronel por razões de incompatibilidade com o local em que a arma do crime estava. Segundo o Instituto de Criminalista, a arma estava guardada em um guarda-roupa maior que Gisele.

Além disso, foi comprovado, a partir de uma análise, que não era possível visualizar do banheiro o local onde a soldado suspostamente teria cometido o suicídio, contradizendo o tenente-coronel.

Outra constatação do novo laudo aponta que o padrão como o sangue da vítima escorreu não condiz com a possibilidade de suicídio pois, de acordo com o documento, o disparo atingiu a vítima em um sentido contrário ao que o acusado afirmou ter acontecido.

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    De acordo com o Ministério Público, o crime ocorreu na manhã de 18 de fevereiro, por volta das 7h28 • Reprodução

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    A acusação aponta que, durante uma discussão, o tenente-coronel teria segurado a vítima pela cabeça • Reprodução

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    A acusação aponta que, durante uma discussão, o tenente-coronel teria segurado a vítima pela cabeça • Reprodução

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    Após isso, Geraldo Neto atirou contra o lado direito do crânio da PM Gisele Alves Santana, segundo o MP • Reprodução

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    Imagens mostram as marcas das agressões sofridas por Gisele no dia da morte • Reprodução

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    O Ministério Público também sustenta que houve demora no acionamento do socorro. Conforme a acusação, o policial só teria chamado ajuda cerca de meia hora após o disparo, período em que teria alterado o local dos fatos • Reprodução

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  • Fonte: CNN Brasil
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