Brasil avança no ranking de cibersegurança, mas ainda fica para trás em IA
- 03/10/2026 03:10
- Redação
O Brasil ocupa a 8ª posição entre países com mais conhecimento sobre cibersegurança e privacidade online. Do lado contrário, os brasileiros ainda ficam abaixo da média global quando o assunto é inteligência artificial.
É o que mostrou o National Privacy Test 2026, levantamento anual do provedor de serviços de rede NordVPN.
Neste ano, o estudo contou com mais de 23 mil entrevistados em 167 países. Eles responderam perguntas sobre hábitos digitais, proteção de dados e riscos online.
Nesta edição, o Brasil ficou com 44 pontos e está duas posições acima do que no ranking do ano passado, quando apareceu em 10º lugar.
O 1º lugar de 2026 ficou com Singapura (52 pontos), seguido de Polônia (51 pontos) em 2º. Alemanha e Finlândia dividem o 3° lugar, com 50 pontos.
O levantamento apontou que os brasileiros têm nível elevado de conhecimento em algumas práticas já consolidadas de segurança digital.
Por exemplo: 95% sabem identificar como criar senhas fortes, 89% entendem quais conteúdos ficam visíveis para seguidores em redes sociais e 85% reconhecem quais tipos de empresas podem coletar dados de navegação na internet.
Além disso, 64% sabem a importância de manter aplicativos atualizados (6 pontos percentuais acima da média global) e 62% sabem que a Meta (dona de redes sociais como Instagram e Facebook) coleta informações mesmo de pessoas que não têm conta nas plataformas (dois pontos percentuais acima da média).
A população também teve alguns poucos fracos:
Para Marijus Briedis, CTO da NordVPN, isso não significa que os participantes necessariamente desconhecem ferramentas de proteção, mas mostra a diferença entre estar consciente sobre os riscos e saber quais medidas práticas podem, de fato, reduzi-los.
“A questão exige distinguir diferentes tecnologias e compreender quais delas podem contribuir para a proteção da privacidade”, explicou Briedis à CNN Brasil.
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Outro eixo do teste foi relacionado à inteligência artificial e deepfakes (técnica que cria ou manipula vídeos, imagens ou voz para simular uma pessoa real). Nesse ponto, os brasileiros ficaram abaixo da média global.
Menos da metade (46%) reconheceu corretamente quando um conteúdo foi produzido ou manipulado — contra 50% da média global.
No caso de golpes usando IA, 64% dos brasileiros identificaram corretamente as situações apresentadas. A média global ficou em 74%.
No geral, a maioria dos brasileiros (58%) foi classificada como “Cyber Tourists”, categoria formada por usuários com conhecimentos básicos sobre privacidade, mas que ainda cometem erros comuns. Apenas 2% alcançaram o nível máximo de conhecimento, de “Cyber Star”.