TV Globo cancela debate presidencial após receber intimações
- 01/10/2026 19:42
- Redação
A TV Globo cancelou o debate presidencial que estava marcado para esta quinta-feira (1º). Os candidatos Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema (Novo) já estavam na emissora.
Segundo a Globo, foram recebidas duas notificações relacionadas ao debate “que interferem nas regras previamente acordadas, e decidiu por seu cancelamento”.
A primeira é a decisão da ministra Estella Aranha, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que atendeu a um pedido da coligação do presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), sobre não permitir perguntas e não deixar o púlpito vazio.
“A decisão torna inválido o item das regras do debate que trata de candidatos ausentes. A ata com as regras, assinada por todos os partidos, inclusive o PT, determina que, em caso de ausência do candidato, o púlpito reservado a ele seja mantido vazio no cenário, com uma placa que o identifique”, explica a emissora.
A segunda é sobre a decisão do ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), que determinou a ida do candidato Renan Santos (Missão) ao debate.
“As regras que estabelecem que candidatos devem ser obrigatoriamente convidados para debates em rádio e TV são determinadas por lei e reguladas por portaria do Tribunal Superior Eleitoral: devem ser convidados obrigatoriamente os candidatos de partidos com representação de pelo menos cinco parlamentares no Congresso Nacional”, prosseguiu.
Ainda citam a decisão do presidente do TSE, ministro Nunes Marques, que “alterou entendimento do próprio TSE na contagem de parlamentares no Congresso para fins de debate e decidiu que Romeu Zema, do Novo, teria direito de participar do debate”.
Assessores do presidente Lula informaram à emissora, na quarta-feira (30), que o mandatário não compareceria ao debate. O petista optou por conceder uma entrevista ao Flow Podcast no mesmo horário em que a TV Globo promoveria o confronto.
A participação de Flávio Bolsonaro estava confirmada até as 19h desta quinta-feira, quando o candidato anunciou nas redes sociais que decidiu não comparecer.
“Acabo de tomar a decisão de não ir ao debate da Globo em função da censura imposta ao evento pelo TSE. A imprensa tem que ser livre e as eleições limpas. Em breve mais detalhes”, declarou.
O post do candidato do PL foi publicado minutos antes de o ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinar que a TV Globo incluísse Renan Santos, candidato do Missão à Presidência, no debate.
Renan ficaria de fora do evento porque, pelas regras da emissora, o convite era obrigatório apenas para candidatos de partidos ou federações que tivessem elegeram pelo menos cinco parlamentares em 2022.
Na postagem, entretanto, Flávio afirmava que não participaria do confronto devido a decisão da ministra do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) Estela Aranha de proibir que a emissora coloque uma cadeira vazia no lugar reservado para o presidente e candidato a reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), durante o debate presidencial.
Pelas regras acertadas com as campanhas, estava previsto que o púlpito dos candidatos ausentes fosse exibido vazio. Ao proibir a permanência do púlpito, a ministra Estela proibiu também que a emissora conceda tempo para perguntas direcionadas a quem não compareceu ao debate – outro ponto incluso no regulamento.
Em relação a regra do debate que prevê perguntas dos presentes ao candidato que não for ao programa, a ministra afirmou que a medida tem potencial para “criar situação de desequilíbrio entre os participantes”, com referências a políticos ausentes “sem possibilidade de resposta simultânea ou contraposição no próprio ambiente do debate”.
A decisão da decana foi mencionada pela TV Globo na nota por invalidar regras que já estavam acordadas entre os candidatos.