Família tenta trazer corpo de jovem que morreu em Londres para Cuiabá
- 01/10/2026 19:51
- Redação
A família de Renan Schimonishi, de 21 anos, tenta tornar possível o retorno do corpo do jovem de Londres, na Inglaterra, para Cuiabá.
Reprodução A família de Renan Schimonishi, de 21 anos, tenta trazer o corpo do jovem de Londres, na Inglaterra, para Cuiabá.
Segundo a mãe, Patrícia Schimonischi, o processo envolve trâmites no país e um custo estimado de R$ 71 mil.
De acordo com Patrícia, Renan morreu nessa quarta-feira (30).
Segundo ela, o jovem estava dormindo e foi encontrado desacordado e sem vida pelo pai.
Ainda conforme a mãe, Renan morava em Londres havia seis anos e trabalhava na cidade.
O pai dele também vive na capital inglesa e está acompanhando os trâmites relacionados ao corpo no país.
O restante da família está em Cuiabá.
Agora no g1 Família busca alternativas Segundo ela, a família já buscou diferentes alternativas para conseguir custear o processo.
A mãe disse que procurou candidatos e empresários em busca de ajuda financeira, mas não conseguiu apoio.
Conforme Patrícia, as principais dificuldades são os trâmites necessários para o translado e o valor para custear o processo.
O corpo está no Instituto Médico Legal (IML), de acordo com Patrícia.
Ela informou que deve permanecer cerca de três dias no local e, depois, ser encaminhado para uma funerária, onde ficará aproximadamente 10 dias.
A previsão dada pela mãe é de cerca de 13 dias até que o corpo esteja preparado para o translado.
O g1 também entrou em contato com o Ministério das Relações Exteriores para saber se o órgão tinha conhecimento do caso e se poderia orientar ou auxiliar a família.
Até a publicação, a reportagem recebeu apenas uma resposta automática confirmando o recebimento do e-mail.
Depois de buscar outras alternativas, a família criou uma vaquinha online para arrecadar o dinheiro necessário para o translado.
A campanha foi criada em 30 de setembro e tem meta de R$ 100 mil.
Segundo a página da arrecadação, até a última atualização desta reportagem, mais de 28% do objetivo já havia sido alcançado, com contribuições de 323 pessoas.
Patrícia contou que falou com o filho no dia da morte, antes de ele dormir, e disse que ele estava feliz.
Segundo a mãe, Renan era amoroso e estava contente quando os dois conversaram pela última vez. “É a pior dor possível, como se arrancasse um pedaço de mim.
Peço que me ajudem a me despedir do meu filho”, afirmou.
Em geral, os custos para trazer ao Brasil o corpo de um brasileiro que morreu no exterior são de responsabilidade da família.
Em situações excepcionais, o Ministério das Relações Exteriores pode autorizar o custeio, desde que sejam cumpridos requisitos previstos em decreto federal.