Entenda por que cresce o número de buscas por quem indica livros e filmes
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Entenda por que cresce o número de buscas por quem indica livros e filmes

  • 01/10/2026 17:04
  • Redação

Nas últimas semanas, a indicação de um livro pelo jogador de futebol Gustavo Scarpa, 32, gerou um impacto surpreendente no mercado editorial brasileiro. A obra “A Morte de Ivan Ilitch”, de Liev Tolstói, liderou as vendas no país após ser recomendada pelo atleta em um vídeo publicado em seu canal no YouTube.

A publicação rapidamente acumulou 700 mil visualizações e, ao longo dos últimos dias, o título ainda figurava em segundo lugar entre os mais vendidos na Amazon.

Vale destacar que o fenômeno não é exatamente novo. Scarpa recomenda livros desde 2018, utilizando uma linguagem acessível e descontraída para apresentar obras literárias ao seu público. Quando leu “A Metamorfose“ de Franz Kafka, o jogador descreveu a obra afirmando: “Maneiro, moleque inseto”, divertindo os fãs.

Ao falar de literatura de forma simples, ele alcançou pessoas que não têm intimidade com o universo dos livros. No Brasil, ainda é difícil que brasileiros “discutam sobre livros à mesa”, e o aumento de personalidades de todos os ramos comentando sobre literatura tende a causar um aumento na quantidade de brasileiros leitores.

Nos vídeos, mais um fator faz com que o público se aproxime do titular do Atlético Mineiro: a naturalidade com que ele admite não entender tudo o que lê. Essa postura retira a literatura do pedestal e a torna acessível a todos, e não apenas a intelectuais.

Além de ser leitor, Scarpa também acabou incentivando que mais colegas do clube seguissem seus passos, presenteando-os com exemplares frequentemente.

A efetividade dessa ação foi comprovada por dados de uma pesquisa recente do Retratos da Leitura no Brasil, iniciativa criada e divulgada pelo Instituto Pró-Livro, a qual indica que 71% dos brasileiros afirmam não terem sido incentivados a ler. O estudo ainda apontou que leitores habituais recebem incentivos de outras pessoas em proporção muito maior do que os não leitores.

Ações como a de Scarpa, as quais também apresentam a leitura como entretenimento, e não como obrigação ou tarefa intelectual, abrem portas para a conquista de um novo público que tende a não interagir com a literatura no cotidiano.

 

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  • Fonte: CNN Brasil
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