SP chega a 40 casos de sarampo em 2026; três novos são na mesma região
- 01/10/2026 10:30
- Redação
São Paulo chegou a 40 casos confirmados de sarampo em 2026 após três novos registros serem identificados na última segunda-feira (28). Os pacientes são dois homens, de 18 e 21 anos, e uma bebê de 1 ano, todos moradores da capital.
Os casos fazem parte de grupos de transmissão já identificados desde junho.
Segundo o CVE-SP (Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo), o acompanhamento indica redução na circulação do vírus.
Em Guarulhos e São Bernardo do Campo, as autoridades avaliam se já é possível considerar encerrados os episódios relacionados aos pacientes registrados nos municípios.
Para que uma cadeia seja considerada interrompida, é necessário completar 90 dias, ou 12 semanas, sem um novo caso relacionado, contados a partir do início das manchas na pele do último paciente confirmado.
Até o fim desse período, permanecem a investigação de notificações suspeitas, a busca ativa e o acompanhamento de pessoas que tiveram contato com os infectados.
A primeira cadeia identificada em 2026, entre março e abril e associada a dois casos importados, já foi encerrada depois de 12 semanas sem novos registros.
Os grupos identificados posteriormente, em junho, julho e agosto, continuam sob acompanhamento.
Mais de 1.700 notificações suspeitas já foram descartadas no estado.
A investigação inclui análise de amostras pelo Instituto Adolfo Lutz e, nos casos confirmados, sequenciamento do genótipo do vírus com apoio da Fiocruz.
Dos 40 pacientes confirmados, 30 não tinham registro de vacinação contra o sarampo ou apresentavam esquema incompleto.
Entre os três novos casos, o homem de 21 anos e a menina de 1 ano possuem registro de uma dose. O homem de 18 anos não tem registro de vacinação.
A capital concentra a maior parte dos registros, com 36 casos. São Bernardo do Campo tem dois, enquanto Guarulhos e Santo André têm um cada.
Nenhum dos pacientes morreu. Cerca de 60% dos casos ocorreram em crianças menores de 2 anos, faixa etária em que a doença pode representar maior vulnerabilidade.
A cobertura da primeira dose passou de 86,56% em abril para 93,24% em julho. No mesmo período, a segunda dose avançou de 72,72% para 78,37%.
Durante a Campanha de Multivacinação, realizada em setembro, mais de 2,5 milhões de doses contra o sarampo foram aplicadas em São Paulo.
O número ainda será incorporado aos próximos cálculos de cobertura.
A vacina é oferecida gratuitamente nas unidades básicas de saúde dos 645 municípios paulistas.
Sarampo: conheça os riscos, sintomas e tratamento da doença - Correspondente Médico
Mesmo com os registros deste ano em São Paulo, Amazonas e Rio de Janeiro, o Brasil mantém o status de eliminação da transmissão endêmica do sarampo.
A OPAS (Organização Pan-Americana da Saúde) classifica a situação brasileira e paulista como de transmissão limitada, caracterizada por casos esporádicos com cadeias identificadas e medidas de contenção em andamento.
O sarampo é transmitido por via respiratória e pode passar de uma pessoa para outra antes mesmo do surgimento das manchas na pele.
*Sob supervisão de Carolina Figueiredo