Doenças crônicas impulsionam maior perda de saúde nas Américas, aponta OPAS
- 30/09/2026 12:55
- Redação
Doenças crônicas e cardiovasculares representam uma proporção crescente da perda de saúde — seja diagnósticos ou óbitos — na região das Américas. A constatação está presente na edição mais recente do relatório Saúde nas Américas, apresentado pela OPAS (Organização Pan-Americana da Saúde) na última terça-feira (29) durante o 63º Conselho Diretor da Organização.
Segundo o estudo, o aumento no número de casos envolvendo diabetes, câncer, transtornos mentais e outras enfermidades crônicas estão relacionados ao estilo de vida da população, como a falta de alimentação saudável, inatividade física, consumo de tabaco e álcool, entre outros.
Além disso, o relatório da OPAS aponta que cerca de 40% da carga total das doenças nessa região poderiam ser evitadas com uma prevenção mais eficaz, tratamentos oportunos e sistemas de saúde mais sólidos.
Para Jarbas Barbosa, diretor da Organização, os achados alertam os países a agirem de forma rápida para evitar o avanço dessas doenças.
Grande parte dessa carga se concentra em doenças cardiovasculares, diabetes, doenças renais, condições maternas e neonatais, violência, traumatismos e infecções respiratórias como a tuberculose. Com prevenção eficaz e acesso oportuno a uma atenção de qualidade, muitas dessas doenças, incapacidades e mortes prematuras poderiam ser evitadas
Jarbas Barbosa, diretor da OPAS
A análise também mostra que apesar dos recursos serem os mesmos em alguns países, os resultados costumam ser diferentes nas regiões. Ou seja, não seria apenas realizar o investimento, mas descentralizá-lo, alcançando pessoas que realmente precisam. Isso seria realizado por meio de uma atenção primária à saúde com serviços mais organizados.
O relatório identificou cinco áreas nas quais os países podem concentrar suas ações e, assim, evoluir na saúde dos residentes.