Candidatos no Rio debatem corrupção e segurança com ataques a Ruas e Paes
- 29/09/2026 21:14
- Redação
A cinco dias do primeiro turno das eleições 2026, os candidatos ao governo do Rio de Janeiro se reúnem na noite desta terça-feira (29) para debate promovido pela TV Globo. Participam do encontro Eduardo Paes (PSD), Douglas Ruas (PL), Garotinho (Republicanos), William Siri (PSOL) e André Marinho (Novo).
No primeiro bloco, os candidatos concentraram as críticas em Ruas e Paes e na herança e alianças políticas dos dois postulantes ao governo fluminense.
Douglas Ruas abriu o debate com o tema transporte público, sorteado na hora. Ele questionou Eduardo Paes sobre o estado do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) e as promessas da Linha-3 do metrô até São Gonçalo, na Baixada Fluminense. O ex-prefeito do Rio disse que 80% dos investimentos de sua gestão à frente da Prefeitura do Rio de Janeiro, foram destinados à “zona norte, favelas e zona oeste da cidade do RJ, porque são as áreas que mais precisam”.
“Um VLT de Botafogo é uma boa iniciativa, é importante, mas não era minha prioridade. Minha prioridade foi recuperar o BRT, a população voltou a ter um transporte publico de muita qualidade”, disse Paes.
Douglas, então, acusou o adversário de prometer e depois “trocar a prioridade”. “Este aqui é retrato da velha política, vale tudo pra ganhar a eleição”, afirmou.
Paes rebateu fazendo associação de Ruas com Cláudio Castro (PL), de quem foi secretário, e Rodrigo Bacelar (PL), ex-presidente da Alerj (Aseembleia Legislativa do Rio de Janeiro), cargo hoje ocupado pelo candidato do PL.
Depois, Paes perguntou a Siri sobre emprego. O candidato do PSOL aproveitou a oportunidade para se apresentar ao público e destacou que, se eleito, pretende reestatizar os trens do estado e reindustrializar a região, construindo complexos produtivos.
No próximo tema sorteado, saneamento, Siri ressaltou que tem o plano de reestatizar a Cedae (Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro), proposta apoiada por Garotinho. “Estou contigo nessa”, disse o candidato do Republicanos.
Garotinho também aproveitou a oportunidade para reafirmar que é candidato ao governo do Rio e que seu nome estará nas urnas após indeferimento de candidatura pelo TRE-RJ (Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro). Mais cedo, ele afirmou que vai recorrer da decisão do TRE-RJ (Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro) que manteve o indeferimento da sua candidatura.
Na sequência, sobre o tema dívida de governo, Garotinho leu supostas dívidas envolvendo os nomes de pessoas ligadas ao governo de Cláudio Castro, em pergunta a André Marinho. “O Globo disse que Cláudio Castro roubou 8 bilhões. Eu acho que foi mais, o que você acha?”, perguntou ao candidato do Novo.
“O problema do Rio não é falta de dinheiro, é excesso de ladrão”, afirmou Marinho. Depois, acusou Garotinho de ter um “longo rabo preso”. “Como você mesmo disse, do tamanho da ponte Rio-Niterói”, provocou.
Garotinho se defendeu dizendo que ele foi o primeiro a negociar dívida do estado com FHC e disse que Marinho é “muito novinho”.
No segundo bloco, Siri começou defendendo o fim da escala 6×1 e fez críticas ao senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), em pergunta a Douglas Ruas, que defendeu o senador das acusações de “miliciano”.
Depois, Ruas perguntou a Paes quais as propostas voltadas às mulheres, que disse que pretende investir na Lei Maria da Penha e voltou a mencionar a ligação de Ruas com Castro. Os candidatos trocaram acusações sobre alianças com histórico de violência contra a mulher.
Paes, então, aproveitou o momento, em pergunta a Marinho, para fazer ataques a Douglas Ruas. O candidato do Novo, no entanto, rebateu e disse que Paes só quer “mudar de palácio” e acusou o ex-prefeito de “não cumprir nenhuma das promessas”. Afirmou que Ruas “tem suas contradições e tem que responder por todas elas“, mas defendeu que o único candidato com “independência” é ele.
Na sequência, Marinho questionou Garotinho sobre como recuperar os territórios dominados pelo crime organizado no estado. Garotinho prometeu criar o Bope 2.0, com o intuito de ser um “batalhão de ocupação, não de confronto, como o atual”. Depois, voltou a fazer críticas a Ruas e disse que “queria perguntar qual foi o bandido que ele prendeu” enquanto era policial. Marinho falou em unificar as polícias.
Na última pergunta, Garotinho se voltou a Siri novamente falando sobre a ligação de Ruas com Rodrigo Bacelar. Siri mencionou o desejo de acabar com os territórios dominados por facções e Garotinho rebateu: “Me perdoe, mas essa frase é minha, o gabinete do crime organizado no Rio é o gabinete do Palácio Guanabara e a subsecretaria na Alerj. Essa frase é minha”.
A cinco dias do primeiro turno das eleições 2026, os candidatos ao governo do Rio de Janeiro se reúnem na noite desta terça-feira (29) para debate promovido pela TV Globo. Participam do encontro Eduardo Paes (PSD), Douglas Ruas (PL), Garotinho (Republicanos), William Siri (PSOL) e André Marinho (Novo).
O candidato do Novo foi autorizado a participar do debate após resolução do ministro Nunes Marques, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que decidiu incluir o partido nos debates eleitorais nesta noite. Além de Marinho, a medida abrange os candidatos à Presidência Romeu Zema e ao governo do Distrito Federal Kiko Caputo.
O evento está previsto para começar às 22h15 (horário de Brasília). A emissora convidou para o debate os candidatos que têm partidos com representação mínima de cinco parlamentares no Congresso Nacional.
Além do Rio de Janeiro, a Rede Globo promove nesta noite debate com os principais candidatos aos governos dos outros 25 estados e do Distrito Federal.
O debate será dividido em quatro blocos e terá como base as perguntas feitas pelos candidatos, que ficarão lado a lado no estúdio e poderão circular livremente.
No Rio de Janeiro, o primeiro bloco vai contar com temas sorteados ao vivo.
O segundo e quarto blocos serão de tema livre.
O terceiro, por outro lado, será usado para que os candidatos sejam questionados sobre perguntas relacionadas a diferentes regiões do estado. Essas regiões serão definidas por sorteio, com duas rodadas.
O primeiro candidato a falar em cada um dos blocos será definido por sorteio. O nome selecionado vai poder escolher qual adversário responderá à pergunta feita por ele. A dinâmica do debate fará com que todos os participantes possam fazer perguntas e responder.
Ao final do quarto bloco, cada um poderá fazer suas considerações finais.
Além disso, todos os nomes convidados terão o mesmo tempo de participação em todos os blocos. Segundo as regras do debate, os candidatos terão uma espécie de banco de minutos, que fará com que cada um deles possa administrar livremente o próprio tempo.
Os que fizerem as perguntas terão 2 minutos para dividir entre fazer o questionamento e a réplica. Quem responder, terá 2 minutos e 40 segundos para resposta e tréplica.
Cada candidato vai fazer uma pergunta e responder uma vez em cada bloco, com exceção do terceiro bloco, dedicado às regiões.