Chile afirma ter desmantelado primeira célula do PCC no país
- 29/09/2026 16:34
- Redação
A polícia do Chile anunciou, nesta segunda-feira (28), que desmantelou a primeira célula da organização criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) no país.
A operação atingiu 20 pessoas que estão ligadas à facção brasileira, informou o ministro da Segurança Pública, Martín Arrau.
Em coletiva de imprensa conjunta da PDI (Polícia de Investigações do Chile), do Ministério Público e do Ministério da Segurança, as autoridades afirmaram que a ação permitiu “cercear” a probabilidade de que a facção se instale no país e cometa “os atrozes crimes que comete na região”.
“Decidimos atuar antes que essas estruturas se enraízem no país e já não sejam controláveis pelos organismos de segurança pública”, disse o promotor regional do Ministério Público, Héctor Barros.
Ao todo, 13 pessoas foram detidas dentro de estabelecimentos penitenciários, cinco em cumprimento a ordens relacionadas à investigação e outras duas em flagrante após a localização de drogas, armas ou munições.
Entre os atingidos pela operação, há pelo menos um brasileiro.
“O que desarticulamos hoje foi uma estrutura que já estava começando a operar, que estava envolvida em alguns crimes”, afirmou o promotor.
Segundo as autoridades, a investigação, conduzida ao longo de mais de dois anos, detectou manobras de recrutamento, iniciação e batismo de integrantes da facção.
A operação, realizada em diferentes pontos do país e no interior de nove penitenciárias, levou à apreensão de cinco armas de fogo e munição de alto calibre.
“Ver a presença constatada nesta investigação do PCC no nosso país é uma nova luz de alerta”, disse o ministro da Segurança Pública do Chile, Martín Arrau.
Segundo ele, é necessário acabar com o “negacionismo” sobre a presença do crime organizado transnacional no país e utilizar “todas as ferramentas possíveis” para combatê-lo.
A investigação contou com apoio dos Estados Unidos, por meio da DEA (Administração de Combate às Drogas dos Estados Unidos), e do FBI, a agência federal de investigações.
Uma audiência judicial para formalização das detenções será realizada na próxima quinta-feira (1°).