Preços dos legumes cai em agosto, mas frango e arroz sobem
Geral

Preços dos legumes cai em agosto, mas frango e arroz sobem

  • 29/09/2026 13:39
  • Redação

Os preços dos alimentos tiveram movimentos distintos em agosto, com quedas relevantes em produtos de origem vegetal e de proteína animal, mas também pressão sobre itens como frango, arroz e farinha de mandioca. Os dados são de levantamento da Neogrid, que acompanha os preços médios praticados na cadeia de abastecimento.

Entre os principais recuos do mês, os legumes tiveram queda de 16,9% no preço médio, enquanto a carne suína caiu 6,2% e os ovos, 3,3%. Feijão e café também ficaram mais baratos, com reduções de 3% e 1,2%, respectivamente.

Do campo à gôndola: por que o preço dos alimentos muda tanto

Na outra ponta, a farinha de mandioca teve alta de 5,7% em agosto. O frango subiu 2,9%, o arroz avançou 2,5% e o molho de tomate e o pão ficaram 2% e 1,8% mais caros.

O comportamento desigual entre os produtos reflete, em parte, as condições específicas de oferta de cada cadeia. Produtos hortícolas, por exemplo, são mais sensíveis à sazonalidade e às condições de produção e colheita, enquanto carnes, leite, grãos e derivados respondem a ciclos produtivos, custos de alimentação animal, disponibilidade de matéria-prima e condições de mercado.

Feijão e leite concentram maiores altas no ano

Apesar da queda registrada em agosto, o feijão acumula a maior valorização entre os alimentos analisados pela Neogrid desde dezembro de 2025. O preço médio passou de R$ 6,36 para R$ 8,33 por quilo, uma alta de 30,9%.

O movimento ocorre em um mercado fortemente condicionado pela oferta. O feijão tem produção pulverizada, ciclos relativamente curtos e elevada sensibilidade às condições climáticas, o que pode provocar oscilações importantes na disponibilidade e nos preços.

O leite UHT aparece logo depois, com alta acumulada de 29,9% no período. Também registraram aumentos relevantes em 2026 os legumes, de 12,6%, a farinha de mandioca, de 11,2%, e o pão, de 7,3%.

No caso do leite, o preço ao consumidor incorpora não apenas o valor pago ao produtor, mas também custos de captação, transporte, processamento e distribuição. Por isso, movimentos de oferta no campo podem chegar ao varejo com alguma defasagem.

Frango e arroz sobem em diferentes regiões

A alta do frango aparece de forma disseminada no levantamento regional. No Sul, o preço avançou 5,6% em agosto; no Sudeste, 3,2%; no Nordeste, 2,6%; e no Norte, 3,9%.

O comportamento é relevante para a cadeia porque o custo da produção de aves está diretamente relacionado aos preços de milho e farelo de soja, principais componentes da alimentação das aves. Além disso, oferta de animais para abate, demanda doméstica e mercado externo também influenciam a formação dos preços.

O arroz também registrou alta em diferentes regiões: 2,8% no Sul, 2,1% no Sudeste, 3,2% no Nordeste e 5,1% no Centro-Oeste.

No caso dos grãos, a dinâmica envolve ainda estoques, ritmo de comercialização da safra, importações e exportações e diferenças de logística entre as regiões produtoras e consumidoras.

Quedas também refletem ciclos de oferta

A queda dos legumes foi generalizada entre as regiões analisadas. O recuo chegou a 20,3% no Norte, 16,8% no Nordeste, 16,3% no Sudeste, 13,8% no Centro-Oeste e 12,5% no Sul.

A forte variação mensal é característica de produtos hortícolas, que têm menor capacidade de armazenamento e respondem rapidamente a mudanças na oferta, no clima e no ritmo de colheita.

Entre as proteínas, a carne suína também apresentou recuo em praticamente todas as regiões. No Centro-Oeste, a queda chegou a 22,5%; no Norte, foi de 9,2%; no Sudeste, de 5,6%; e no Sul, de 2,4%.

Do campo à gôndola: por que o preço dos alimentos muda tanto | CNN AGRO NEWS

  • Fonte: CNN Brasil
Envie fotos, vídeos, denúncias e reclamações para nossa equipe pelo E-mail contato@nortaonoticias.com.br

Compartilhar: