Dirigente crê em punição severa ao Manchester City: “Que sirva de exemplo”
Esporte

Dirigente crê em punição severa ao Manchester City: “Que sirva de exemplo”

  • 29/09/2026 10:53
  • Redação

O presidente de LaLiga, Javier Tebas, afirmou nesta terça-feira (29) que o Manchester City deveria receber as punições mais severas possíveis, após as conclusões sobre violações financeiras cometidas durante anos. Para ele, o caso deve servir de alerta aos clubes de toda a Europa.

Na segunda-feira (28), uma fonte confirmou relatos da imprensa de que um painel independente considerou o City culpado por todas, exceto uma, das 115 supostas violações das regras financeiras da Premier League.

O City, que nega qualquer irregularidade e não respondeu imediatamente a um pedido de comentário, pode sofrer sanções que vão desde multas e perda de pontos até o rebaixamento.

“Venho levantando preocupações sobre o Manchester City há muitos anos. Fiz isso em 2017, na Soccerex. Eu disse isso na época; nem o City nem a Premier League gostaram”, afirmou Tebas.

Tebas cobra punição exemplar ao City

Em uma conversa com jornalistas durante um evento em Londres, o dirigente responsável pelo Campeonato Espanhol afirmou que o caso tem implicações muito além do futebol inglês.

“Agora foi demonstrado que houve descumprimento contínuo desde 2009”, disse.

Estamos tentando tornar o futebol sustentável e limpo em todas as competições. Como muitos clubes estão dizendo, títulos foram perdidos e não deveriam ter sido perdidos para outros clubes. O que aconteceu é muito importante e esperamos que marque um ponto de virada, não apenas para a Premier League. O caso do Manchester City tem implicações em toda a Europa, especialmente em relação ao doping financeiro. Deve haver uma punição que sirva de exemplo.

Javier Tebas, presidente de LaLiga

Tebas afirmou que o período prolongado em que as regras teriam sido violadas justificava uma resposta dura.

“Quebrar as regras por mais de 10 anos… é algo muito sério. A punição, portanto, deve ser severa, não apenas para servir de exemplo, mas porque as regras foram violadas”, afirmou.

Clubes da Premier League estão buscando aconselhamento jurídico sobre uma possível compensação, segundo relatos da imprensa britânica.

Questionado se equipes de outras ligas europeias poderiam seguir o mesmo caminho, o dirigente espanhol respondeu: “Poderiam, mas não especificamente por causa do City.”

A entidade que comanda o futebol europeu, a Uefa, suspendeu o City da Champions League por dois anos em 2020, depois de concluir que o clube havia superestimado receitas de patrocínio entre 2012 e 2016.

O clube inglês, no entanto, recorreu com sucesso ao Tribunal Arbitral do Esporte (CAS), que anulou a punição.

Tebas questiona decisão

Para Tebas, as decisões do Tribunal Arbitral do Esporte deveriam ser revistas: “Ele anulou a sanção imposta pela Uefa, e essa decisão foi muito questionável. Agora foi demonstrado que a federação estava certa sobre as sanções contra o Manchester City.”

Maheta Molango, diretor-executivo da Professional Footballers’ Association (PFA), sindicato dos jogadores profissionais da Inglaterra, afirmou que a duração do caso prejudicou a confiança no sistema regulatório do futebol.

“Nossa preocupação é o impacto sobre o ecossistema mais amplo, a confiança nas regras e a confiança nas instituições”, disse Molango.

“Se há uma lição a ser aprendida, é que precisamos ter regras, essas regras precisam ser cumpridas e precisa haver uma consequência. Mas a consequência precisa ser imediata”, completou Molango, que lamentou o fato de os jogadores estarem envolvidos na incerteza.

Sindicato cobra definição para proteger jogadores

“O caso do City está sendo analisado. Todos esperávamos que ele fosse concluído ontem ou anteontem, mas não foi isso que aconteceu. Há seres humanos por trás de todas essas histórias e pessoas tentando alcançar determinados objetivos em suas carreiras”, disse na sequencia.

“O que devemos a todos nesta indústria é certeza, seja qual for o significado dessa certeza. É uma questão de saber quais são as regras e garantir que elas sejam cumpridas”, concluiu.

 

  • Fonte: CNN Brasil
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