Educação financeira é gargalo do Brasil, diz CEO Brasil do Inter
Economia

Educação financeira é gargalo do Brasil, diz CEO Brasil do Inter

  • 28/09/2026 16:46
  • Redação

Belo Horizonte recebeu neste fim de semana a segunda edição do Inter Invest Summit, evento que reuniu especialistas e executivos para discutir as tendências do mercado financeiro e a construção de patrimônio diante do atual momento da economia brasileira.

Em entrevista exclusiva ao CNN Money, Alexandre Riccio, CEO Brasil do Inter, abordou os principais temas debatidos no encontro. Para o executivo, a falta de educação financeira é um dos principais obstáculos do país.

“Educação financeira é um gargalo da população brasileira, do Brasil hoje. A gente tem níveis de poupança que são abaixo dos desejáveis, dos países que mais crescem”, afirmou.

O CEO do Inter no Brasil citou a China como exemplo, destacando que o país asiático possui um nível de poupança mais de duas vezes superior ao do Brasil.

O Inter Invest Summit foi apresentado por Riccio como uma iniciativa voltada justamente para suprir essa lacuna. Segundo ele, o evento busca levar educação financeira para diferentes públicos, “da criança ao idoso, do principiante ao profissional”.

Riccio destacou ainda uma mudança de mentalidade essencial para quem deseja construir patrimônio. “Eu vou guardar antes de gastar. Na hora que eu penso em dinheiro, sempre guardar antes de gastar. E não gastar e depois guardar o que sobrar, porque isso acaba não funcionando”, explicou.

Para ele, o investimento precisa ser uma rotina, e não um hábito esporádico, sendo que existem soluções variadas para diferentes perfis de investidores, incluindo opções de previdência com menor liquidez para aqueles que têm dificuldade em manter disciplina financeira.

Juros estruturais e o cenário de investimentos

Ao ser questionado sobre o cenário de investimentos no Brasil, Riccio afirmou que o país é “historicamente bom por razões ruins”, em referência à taxa de juros estruturalmente elevada.

“A gente estava com a Selic a 15% ao ano. Tive recentemente uma viagem para a China e eles estão há 30 anos com juros de 3%“, comparou, ressaltando que juros baixos estimulam o investimento produtivo e o empreendedorismo.

Sobre a trajetória da Selic, Riccio disse que o Inter vê espaço para mais um ou dois cortes adicionais neste ano, com base em indicadores recentes favoráveis, incluindo uma inflação negativa em agosto.

No entanto, alertou que, para o Brasil alcançar juros estruturalmente mais baixos, será necessário um ajuste fiscal consistente e investimentos de longo prazo em infraestrutura e educação. “A gente vai depender de um fiscal mais organizado para os próximos períodos”, afirmou.

Riccio também não descartou a possibilidade de o Banco Central voltar a elevar os juros em caso de piora no cenário fiscal.

“O papel do Banco Central é um papel muito técnico e ele precisa controlar a inflação”, disse, elogiando a atuação da instituição ao longo dos anos na manutenção da estabilidade de preços.

Comportamento do investidor às vésperas das eleições

Questionado sobre o impacto do período eleitoral no comportamento dos investidores, Riccio observou que muitos estão optando por manter os recursos em liquidez enquanto aguardam maior clareza sobre os rumos da política fiscal após as eleições.

“A gente vê muita gente parando o dinheiro em liquidez, esperando um pouco mais de clareza para a tomada de decisão”, disse.

Ele acrescentou que, apesar das quedas já registradas, o CDI ainda oferece rentabilidade bastante atrativa para quem opta por essa postura mais conservadora no curto prazo.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.
  • Fonte: CNN Brasil
Envie fotos, vídeos, denúncias e reclamações para nossa equipe pelo E-mail contato@nortaonoticias.com.br

Compartilhar: