Capital fluminense integra programa global de gestão de resíduos
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Capital fluminense integra programa global de gestão de resíduos

  • 27/09/2026 12:01
  • Redação


A capital fluminense está entre as sete cidades do mundo escolhidas como piloto para o programa global Distritos Lixo Zero, de gestão de resíduos e redução de metano.

De acordo com o Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG), do Observatório do Clima, o Rio de Janeiro é a cidade brasileira que lidera o ranking de emissões de gases do efeito estufa no setor de resíduos.

Notícias relacionadas:Relatório traz soluções para reduzir emissões de metano .Justiça determina fechamento de lixão clandestino em Jacarepaguá.Estudo quer mostrar potencial de aproveitamento de resíduos no país.Também fazem parte da iniciativa as cidades de George Town, Penang e Kuala Lumpur (Malásia); Santiago e Patagônia (Chile); e Kisumu (Quênia).

O programa é uma iniciativa da Fundação Zero Desperdício com o apoio da rede internacional Global Methane Hub (GMH). O objetivo é construir modelos de governança, mensuração e financiamento para gestão de resíduos, especialmente os orgânicos, nos distritos (bairros) das outras seis cidades-piloto antes da 31ª Conferência das Nações Unidas sobre o Clima (COP31), marcada para o mês de novembro, em Antalya, na Turquia.

As propostas precisam ser capazes de desviar dos aterros sanitários pelo menos 70% dos resíduos até 2030 e 90% até 2040. Com isso, as cidades emitem menos metano e diminuem a poluição no ar, com resultados positivos para o meio ambiente e a saúde das populações.

“Os Distritos Lixo Zero oferecem às cidades uma maneira prática de proporcionar esses benefícios à saúde, ao mesmo tempo que criam empregos, recuperam recursos valiosos e desenvolvem soluções que podem ser ampliadas”, afirma o diretor executivo do Global Methane Hub (GMH), Marcelo Mena.

Os modelos serão testados, avaliados e compartilhados para adoção por bairros de outras cidades e localidades mundiais, com o objetivo de alcançar os acordos globais para a redução do metano.

O anúncio das cidades-piloto foi feito em Nova York, nessa quinta-feira (24), durante a Semana do Clima, encontro que integra a agenda climática global das Nações Unidas.

Na avaliação do secretário nacional de Meio Ambiente, do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Adalberto Maluf, a participação do Rio de Janeiro no programa representa um passo importante em direção à implementação das ações climáticas. “Foi um elemento central da presidência da COP30 e segue sendo para a presidência da COP31”, diz.

Modelo

Maluf destaca que o Brasil já conhece as múltiplas soluções para reduzir as emissões de metano, com resposta em cadeia a partir da geração de resíduos até as iniciativas da economia circular.

“Além disso, evitar desperdício de alimentos talvez seja a medida mais valiosa, que também reforça a segurança alimentar”, destaca o secretário.

Um exemplo é a implantação do monitoramento mensal de plumas de metano por satélite, iniciado em 2023, no Centro de Tratamento de Resíduos da Comlurb (CTR-Rio), em Seropédica, na própria região metropolitana do Rio de Janeiro.

A iniciativa ajudou a identificar onde intervir no aterro para reduzir as emissões e em colaboração com a rede GMH e a Comlurb incorporou quase 500 poços à rede de captação de biogás em 2025, aumentando em 7,35%, em relação a 2024, o aproveitamento do metano para fins energéticos.

“O CTR-Rio é apenas um exemplo de uma estratégia que pode ser reproduzida em aterros sanitários em todo o mundo e proporcionar comunidades mais saudáveis e sustentáveis”, conclui o diretor regional do GMH para a América Latina, Henrique Bezerra.
  • Fonte: Agência Brasil
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