Parada cardíaca: Kalil e cardiologistas explicam socorro simples e eficaz
- 26/09/2026 18:30
- Redação
Diante de uma parada cardíaca, os primeiros minutos são decisivos. Especialistas explicam que as diretrizes atuais de atendimento pré-hospitalar priorizam a simplicidade e a rapidez no socorro, com foco em compressões torácicas de qualidade realizadas ainda por leigos, antes da chegada do serviço de emergência.
No CNN Sinais Vitais deste sábado (26), o Dr. Roberto Kalil recebeu o cardiologista Sérgio Timerman, do InCor (Instituto do Coração) do HC-FMUSP (Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP), e Camila Lunardi, médica emergencista e presidente da ABRAMEDE (Associação Brasileira de Medicina de Emergência).
Eles detalharam como funciona a chamada “cadeia de ressuscitação” e o que qualquer pessoa pode fazer ao se deparar com uma vítima em parada cardíaca.
Segundo Timerman, uma das principais mudanças nas últimas décadas no campo da ressuscitação cardiopulmonar foi justamente o abandono de procedimentos complexos. “O mais importante em ressuscitação é mantermos as coisas simples”, afirmou.
O cardiologista explicou que o objetivo central é garantir que a vítima chegue ao atendimento hospitalar com vida. Para isso, Timerman destacou a necessidade de sensibilizar e treinar tanto a população em geral quanto os profissionais que atuam no atendimento pré-hospitalar e dentro dos hospitais.
A “ciência da ressuscitação“, segundo Timerman, tem como meta aumentar o número de sobreviventes de paradas cardíacas por meio de intervenções acessíveis e padronizadas.
Timerman descreveu a chamada “corrente da sobrevida”, composta por seis pontos fundamentais:
Os especialistas reforçaram ainda que, após as compressões realizadas pelo leigo, é indispensável que o serviço de emergência chegue equipado e preparado para dar continuidade ao atendimento e que o hospital receptor esteja igualmente apto para receber o paciente em condições adequadas.
Um ponto enfatizado pelos especialistas é que, para leigos, a respiração boca a boca não deve mais ser realizada. “Só massagem cardíaca. A gente sabe que as mãos é o que salvam vidas”, afirmou Timerman.
A orientação atual é que o leigo realize apenas compressões torácicas ao identificar uma parada cardíaca e deixe a respiração boca a boca, se necessário, para os profissionais de saúde.
As compressões de qualidade devem seguir um ritmo entre 100 e 120 batimentos por minuto, com profundidade adequada e pausas regulares para permitir que o coração se restabeleça. Esses parâmetros são fundamentais para que a massagem cardíaca seja eficaz.
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