Como receber pagamentos em euro, libra e outras moedas além do dólar?
- 26/09/2026 09:00
- Redação
Receber pagamentos de clientes estrangeiros deixou de ser uma necessidade exclusiva de grandes empresas. Prestadores de serviços, exportadores, profissionais autônomos e pequenos negócios também podem vender para outros países e receber em moedas como euro, libra esterlina, dólar canadense, dólar australiano e franco suíço, entre outras.
Dependendo da estrutura escolhida, o recebimento pode envolver uma transferência internacional, códigos como IBAN e SWIFT, uma instituição intermediária e uma operação de câmbio para converter o valor recebido.
O Banco Central permite que pessoas físicas e jurídicas realizem operações de compra e venda de moeda estrangeira sem um limite geral de valor, desde que sejam observadas a legislação e as regras cambiais. A instituição autorizada também deve identificar o cliente e a finalidade da operação.
O primeiro passo é escolher uma instituição autorizada a operar no mercado de câmbio e verificar quais moedas e modalidades de recebimento estão disponíveis. Em uma transferência internacional tradicional, o pagador estrangeiro precisa receber os dados bancários corretos do beneficiário. Dependendo do país e da instituição, podem ser necessários:
O IBAN identifica uma conta bancária em transferências internacionais, enquanto o SWIFT/BIC identifica a instituição financeira envolvida na operação. Os requisitos, entretanto, variam de acordo com o país e a modalidade utilizada.
No caso de recebimentos pelo Inter, o cliente pode consultar no Super App, que reúne as informações necessárias para o pagador realizar a transferência. O banco orienta que os dados sejam obtidos no próprio aplicativo e compartilhados integralmente com quem fará o pagamento.
O processo começa pela obtenção dos dados bancários necessários para que o remetente faça a transferência. Para consultar o canal bancário, o cliente deve acessar Câmbio > Obter canal bancário e selecionar a moeda da transação. O aplicativo apresenta os dados que devem ser enviados ao pagador. Depois que o dinheiro é enviado, a ordem de recebimento precisa ser aprovada.
O crédito ocorre conforme o prazo informado pela instituição de origem e, uma vez aprovada a operação, o valor é creditado até o final do dia.
O custo de um recebimento internacional depende da estrutura utilizada, da moeda, da instituição e da forma como o dinheiro será convertido ou movimentado. O Banco Central determina que a instituição informe o Valor Efetivo Total (VET) nas operações em que ele é aplicável. O indicador considera a taxa de câmbio, tarifas e tributos incidentes e permite avaliar quanto a operação efetivamente custa.
Conforme especialistas, é preciso observar:
No Inter, a página de informações sobre o canal bancário informa que não há cobrança de tarifa para o recebimento de moeda estrangeira na operação indicada. Porém, isso não significa que toda movimentação internacional será necessariamente gratuita: podem existir custos em etapas posteriores, dependendo do tipo de operação.
Depende do perfil da operação. Um recebimento eventual de um cliente europeu pode ser tratado de maneira diferente de uma empresa que recebe pagamentos todos os meses de clientes na Europa, no Reino Unido e nos Estados Unidos.
A remessa internacional com câmbio é adequada quando o recurso precisa ser convertido e utilizado em reais no Brasil. Já uma conta em moeda estrangeira pode fazer sentido para quem possui fluxo recorrente naquela moeda e pretende manter os recursos no exterior ou utilizá-los em pagamentos internacionais.
Depende da estrutura utilizada e dos serviços disponibilizados pela instituição financeira. Uma operação tradicional de câmbio pode resultar na conversão para reais, enquanto determinadas contas em moeda estrangeira permitem manter o saldo na moeda correspondente.
Sim, desde que a instituição escolhida ofereça essa modalidade e a operação esteja de acordo com as regras cambiais. A disponibilidade de cada moeda varia conforme o produto e a instituição.
Não necessariamente. O Banco Central prevê o recebimento de recursos do exterior por diferentes meios, incluindo ordens de pagamento por meio de instituições autorizadas a operar no mercado de câmbio.
É um padrão internacional utilizado para identificar contas bancárias em transferências internacionais. Os dados exatos exigidos dependem do país e da instituição do beneficiário.
É um código utilizado para identificar instituições financeiras em transferências internacionais. O código necessário deve ser obtido diretamente com o banco ou instituição responsável pelo recebimento.
O cliente pode acessar Câmbio > Obter canal bancário, selecionar a moeda da operação e compartilhar os dados apresentados pelo aplicativo com o pagador. Quando a ordem chegar, é necessário acessar as ordens de recebimento em aberto, informar o motivo da operação e confirmar o recebimento.
Segundo o Inter, depois que o remetente envia os recursos, a ordem pode chegar em até dois dias úteis, dependendo também da liquidação da moeda e das instituições financeiras envolvidas na transferência.
A página de ajuda do banco informa que não há cobrança de tarifa para o recebimento de moeda estrangeira pelo canal bancário. Outras operações ou movimentações posteriores podem ter condições diferentes.
A documentação depende da natureza, do valor e das características da operação. No Inter, a orientação atual informa que recebimentos acima de US$ 8 mil podem exigir invoice e, acima de US$ 15 mil, invoice e contrato. A instituição também pode solicitar outros documentos conforme a análise da operação.
Quando há conversão entre uma moeda estrangeira e o real, sim. O Banco Central considera câmbio a operação de compra e venda de moeda estrangeira e estabelece regras para sua realização por instituições autorizadas.
O VET reúne taxa de câmbio, tarifas e tributos incidentes e permite avaliar o custo efetivo de uma operação cambial. Por isso, é uma referência mais completa do que observar apenas a cotação da moeda.