Médica morta no Paraná: marido é indiciado por feminicídio e abandono
Brasil

Médica morta no Paraná: marido é indiciado por feminicídio e abandono

  • 25/09/2026 13:10
  • Redação

A PCPR (Polícia Civil do Paraná) concluiu o inquérito sobre a morte da médica Gassi Mazia, de 37 anos, em Maringá, e indiciou o marido dela, João Vitor Domingues Romeiro, de 25 anos, por feminicídio e abandono de incapaz.

O segundo crime está relacionado ao fato do filho do casal, de oito meses, ter permanecido com o corpo da mãe após o feminicídio. Segundo a polícia, o choro do neném levou vizinhos a acionarem as autoridades.

O inquérito foi encaminhado ao MPPR (Ministério Público do Paraná), que já acompanhava o caso. Segundo o órgão, deverá ser oferecida denúncia e requerida a manutenção da prisão preventiva do investigado nos próximos dias.

Relembre o caso

A médica Gassi Mazia foi encontrada morta dentro de um apartamento, em Maringá, no Norte do Paraná, no dia 5 de setembro.

Segundo a PCPR, o homem teria esfaqueado a médica após uma discussão ocorrida durante a noite. O filho do casal, um bebê de oito meses, estava no apartamento no momento do crime. Gassi morreu ainda no local.

Após o crime, João foi preso em flagrante pela Polícia Militar em Mandaguari, a 32 quilômetros de distância, onde foi localizado na casa da mãe.

Ele permaneceu sob escolta policial em um hospital, pois também apresentava ferimentos provocados por arma branca.

Maioria dos feminicídios atinge mulheres negras; veja íntegra | BASTIDORES CNN

Investigação

O laudo pericial apontou que a médica sofreu 14 golpes de arma branca e esganadura. A causa da morte foi uma hemorragia aguda provocada pelas múltiplas feridas perfurocortantes.

De acordo com as investigações, o casal mantinha um relacionamento conturbado e havia reatado recentemente. A polícia concluiu que o homem matou Gassi durante uma discussão.

Segundo a PCPR, ele teria admitido o crime a um familiar.

A CNN Brasil tentou entrar em contato com a defesa de João, mas não houve retorno. O espaço segue aberto.

 *Sob supervisão de Carolina Figueiredo

  • Fonte: CNN Brasil
Envie fotos, vídeos, denúncias e reclamações para nossa equipe pelo E-mail contato@nortaonoticias.com.br

Compartilhar: