Extensão de acordo dos EUA com China não ajuda Trump, diz especialista
- 25/09/2026 03:54
- Redação
O encontro entre o presidente chinês, Xi Jinping, e o presidente americano, Donald Trump, amplamente aguardado e cercado de expectativas, resultou em pouco mais do que uma extensão do acordo comercial vigente entre os dois países, segundo Roberto Dumas, professor de economia chinesa do Insper ao WW.
Para ele, o resultado foi corriqueiro e tocou em poucos pontos verdadeiramente relevantes para as duas potências.
Dumas destacou que o simbolismo do jantar foi cuidadosamente elaborado. Segundo ele, foi servido um espumante produzido na Califórnia — o mesmo que Richard Nixon levou a Pequim na histórica visita de 1972 —, um detalhe que, para os chineses, carrega enorme peso simbólico.
“Os chineses certamente notam, porque a etiqueta, o modo de falar, de se expressar, é de uma maneira que você tem muito simbolismo”, afirmou Dumas.
O especialista explicou que, na cultura chinesa, o que não é dito pode ser tão significativo quanto o que é expresso diretamente.
Como exemplo, Dumas citou o hábito empresarial: se um visitante chega às 11 horas e não é convidado para almoçar pelo líder da empresa, isso já sinaliza que o negócio provavelmente não será fechado.
“Isso leva a uma comunicação em que você tem uma maneira de colocar muita simbologia”, explicou.
Apesar do cenário diplomaticamente elaborado, Dumas foi categórico ao afirmar que o resultado prático do encontro foi limitado. “Isso acabou não dando muita coisa. Foi apenas uma extensão do acordo comercial”, disse.
Para o especialista, a motivação principal por trás da extensão está relacionada ao calendário eleitoral norte-americano. “Isso é muito mais receio das midterm elections dos Estados Unidos”, avaliou, lembrando que Trump já vinha perdendo cadeiras no Congresso.
Dumas ressaltou, no entanto, que a extensão da trégua comercial — válida por pelo menos dois meses — não representa necessariamente um ganho político para Trump. “Não que o acordo da extensão vá ajudar Trump, mas a não extensão certamente o prejudicaria”, concluiu o especialista.
Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.