Rare Earths Americas identifica terras raras magnéticas em Goiás
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Rare Earths Americas identifica terras raras magnéticas em Goiás

  • 24/09/2026 15:47
  • Redação

A mineradora norte-americana Rare Earths Americas identificou mineralização de terras raras utilizadas na fabricação de ímãs permanentes no projeto Homer-A, em Goiás.

Os primeiros resultados de sondagem, divulgados na quarta-feira (23), apontam concentrações de neodímio, praseodímio, disprósio e térbio em uma área de aproximadamente 2,15 quilômetros quadrados.

Segundo a companhia, os resultados laboratoriais correspondem a cerca de 1.250 metros perfurados, o equivalente a apenas 8% da campanha de sondagem prevista para 2026. A mineralização ocorre próxima da superfície, em camadas de argila e saprolito, com espessura média de quase 20 metros nos intervalos identificados até o momento.

O principal destaque é a participação de elementos empregados na fabricação de ímãs de alto desempenho, utilizados em veículos elétricos, turbinas eólicas e equipamentos industriais. Disprósio e térbio, em particular, são utilizados para melhorar a resistência desses ímãs a temperaturas elevadas.

Um dos principais resultados foi registrado no furo RC-TGA-0010, que interceptou 22 metros com teor de 2.298 ppm de óxidos totais de terras raras e escândio, incluindo um intervalo de sete metros com 3.424 ppm. Nesse trecho de maior concentração, disprósio e térbio representam 4,1% do total.

A companhia afirma que os resultados indicam concentrações de disprósio e térbio aparentemente elevadas em relação às divulgadas por outros projetos brasileiros em argilas. Ressalva, porém, que diferenças nos métodos de análise, nos teores de corte e nos estágios de desenvolvimento dificultam comparações diretas.

Em conversa com a CNN, uma fonte da companhia afirmou que Homer apresenta potencial para se tornar um depósito de grande porte, com concentrações elevadas de disprósio e térbio. Segundo a fonte, a empresa trabalha para divulgar a primeira estimativa de recursos minerais já em 2027.

As sondagens também identificaram zonas enriquecidas em nióbio, tântalo e escândio. A mineradora pretende realizar estudos adicionais para avaliar se esses elementos poderão contribuir economicamente para o empreendimento.

Projeto ainda está em fase inicial

Apesar dos resultados, Homer-A ainda não possui uma estimativa formal de recursos ou reservas minerais. A companhia também não demonstrou a viabilidade econômica da extração dos elementos identificados.

Testes metalúrgicos estão em andamento para determinar se as terras raras estão fracamente ligadas às partículas de argila e podem ser recuperadas por lixiviação, característica de determinados depósitos de argilas de adsorção iônica.

A confirmação dessa característica será uma etapa importante para definir a rota de processamento do projeto. A empresa reconhece que os resultados exploratórios, isoladamente, não garantem a existência de um depósito economicamente viável.

A Rare Earths Americas também desenvolve outros projetos de terras raras no Brasil, entre eles o Alpha, na Bahia, que já possui uma estimativa de recursos minerais de 201,7 milhões de toneladas, com teor médio de 1.520 ppm de óxidos totais de terras raras. O empreendimento está em fase de avaliação econômica, com estudos previstos para serem concluídos no início de 2027.

  • Fonte: CNN Brasil
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