Petróleo sobe mais de 2% com possível restrição a diesel nos EUA
- 23/09/2026 16:16
- Redação
Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta nesta quarta-feira (23) após cinco sessões seguidas de baixa, em meio à frustração com a expectativa de que a última reunião entre os Estados Unidos e o Irã pudesse abrir caminho para um acordo entre as partes.
A possível proibição de exportações de diesel por três meses nos EUA também ajudou a elevar os preços.
Negociado na ICE (Intercontinental Exchange de Londres), o petróleo Brent para dezembro fechou em alta de 2,84% (US$ 2,71), a US$ 98,12 o barril.
Já o petróleo WTI para novembro subiu 1,81% (US$ 1,64), a US$ 92,16 o barril, na Nymex.
Irã e EUA confirmaram nesta quarta que não houve avanço nas negociações entre as partes, afastando do horizonte a possibilidade de fim do conflito no Oriente Médio no curto prazo.
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que o país mantém opções militares contra Teerã e o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, alertou os europeus para “consequências de longo prazo” ao apoiar o que chamou de “crimes de guerra” cometidos por EUA e Israel em Gaza e no Irã.
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, declarou na ONU que a navegação livre no Estreito de Ormuz só será retomada após a suspensão de sanções.
Também contribuiu para a aceleração do petróleo notícia do Politico de que o governo Trump prepara um plano para proibir as exportações de diesel por 90 dias. A Casa Branca, entretanto, negou.
Trump afirmou na terça-feira em Nova York que estava defendendo junto a membros do governo que os EUA interrompessem as exportações do derivado para conter o aumento de preços no mercado doméstico.
Nesta quarta, o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, alertou que uma eventual proibição das exportações americanas de diesel poderia provocar uma cascata de efeitos não intencionais, estrangulando a oferta tanto do derivado quanto da gasolina e, com isso, elevando os preços.
O BofA (Bank of America) elevou sua previsão para o preço do Brent no segundo semestre do ano, de US$ 83 para US$ 95 por barril, citando a grande interrupção no abastecimento de petróleo bruto e de produtos refinados.
A continuidade dos confrontos até o fim do ano é agora o cenário mais provável, embora rotas alternativas e transportes escoltados por Ormuz tenham mitigado parte da escassez, pontua o banco.
Nesta quarta, o Departamento de Energia dos EUA informou que os estoques de petróleo no país tiveram alta de 2,969 milhões de barris na semana, contrariando a expectativa de queda de 500 mil barris dos analistas.