Deixar o carro na “banguela” economiza combustível? Entenda mito e diferenças entre sistemas novos e antigos, onde a prática fazia sentido
- 23/09/2026 15:21
- Redação
Quem dirige no dia a dia provavelmente já ouviu a expressão “deixar o carro na banguela“. Esse mito consiste em deixar o veículo em ponto morto em descidas, sem engatar nenhuma marcha, com o objetivo de economizar combustível.
Mas essa prática realmente não passa de um mito. Segundo especialistas no assunto, esse “truque” é ultrapassado e não serve mais para os carros modernos. Isso porque os novos modelos contam com a injeção eletrônica, sistema que otimiza a performance e controla a quantidade exata de combustível que vai para o motor.
Diferente dos carros antigos, que usavam carburadores para essa função, a injeção utiliza sensores, e é capaz de medir a temperatura e a pressão do ar, além de melhorar o desempenho e a potência do motor.
Segundo o centro automotivo Runa Car, a prática de deixar o carro na banguela atualmente acaba consumindo mais combustível do que economizando.
“O módulo de injeção tem uma estratégia: quando a rotação do motor está acima de 1500 RPM, e você não está pisando no pedal do acelerador, ele corta a injeção do combustível e aí o consumo é zero. Agora se você deixar o câmbio no neutro, ele vai continuar injetando combustível para manter o motor funcionando”, explica o centro em um vídeo publicado nas redes sociais.
“O motor se mantém funcionando pelo próprio peso do carro. O peso do carro faz girar as rodas, que estão ligadas ao câmbio, que faz girar o câmbio, que está acoplado ao motor”, acrescenta.
Segundo o artigo 231, inciso IX, do Código de Trânsito Brasileiro, usar o veículo em declive ou desengrenado é uma infração média e pode resultar em uma multa de R$ 130.