Guerra contra facções não pode durar mais do que dois anos, diz Renan
- 22/09/2026 17:09
- Redação
Renan Santos, candidato à Presidência pelo Missão, afirmou nesta terça-feira (22) que o enfrentamento às facções criminosas não pode durar mais de dois anos.
A declaração foi feita durante uma agenda de campanha no Vale do Paraíba. Pela manhã, Renan participou de uma missa no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida (SP). Após a celebração, o candidato conversou com apoiadores e concedeu rápida entrevista à imprensa, na qual apresentou propostas para a segurança pública.
“Nós precisamos destruir as facções criminosas. […] Nós precisamos prender todos os líderes dessas facções. Prender por muito tempo”, afirmou.
Renan classificou o enfrentamento às organizações criminosas como uma “guerra” e defendeu uma atuação coordenada entre o governo federal, os estados e as forças de segurança. “É uma guerra que não pode durar mais do que dois anos. É uma guerra que o presidente da República tem que coordenar junto com o governo e com as polícias”, disse.
O candidato já havia defendido uma política de enfrentamento às facções durante uma sabatina ao SBT, em agosto. Na ocasião, no entanto, estabeleceu um prazo menor para atingir o objetivo. “Nós temos um ano para destruir a vida desses caras. Esses caras estão tornando a vida dos brasileiros um inferno e nós precisamos, em um ano, destruir as facções”, afirmou à época.
Na mesma entrevista, Renan defendeu acordos internacionais de cooperação no combate ao crime organizado, mas afirmou que as operações em território nacional deveriam ser conduzidas pelo Brasil.
“A gente tem que ter acordo de cooperação com os Estados Unidos, com a Holanda. Uso de inteligência… Numa boa. Aceito cooperação de toda sorte com os Estados Unidos ou de qualquer um. Agora, quem vai destruir o crime no Brasil tem que ser o Brasil. É uma questão de soberania“, disse.
As propostas de Renan para a segurança pública também incluem a ampliação do sistema prisional. O candidato já defendeu a criação de 300 mil a 500 mil vagas em presídios e afirmou que pretende adotar medidas mais duras contra integrantes de facções criminosas.
Durante a passagem por Aparecida, Renan levou um exemplar de “O Livro Amarelo”, nome dado ao programa elaborado pelo Missão, para ser abençoado. O documento, com mais de 400 páginas, reúne as propostas defendidas pelo partido e serve de base para o plano de governo da candidatura.
Após a agenda em Aparecida, Renan seguiu para São José dos Campos, onde cumpre compromissos de campanha nesta terça-feira. A passagem pelas duas cidades integra a “Futuro Glorioso Tour”, caravana que percorre municípios das regiões Sul e Sudeste.
Durante a conversa com jornalistas, Renan também foi questionado sobre o discurso feito nesta terça pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na abertura da Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), em Nova York. Em sua fala, Lula voltou a defender a soberania nacional e afirmou que “o Brasil não cabe no quintal de ninguém”.
Ao responder sobre o tema, Renan relacionou soberania à capacidade do país de desenvolver sua indústria e investir em setores estratégicos, como defesa e tecnologia.
O candidato criticou ainda a política econômica do atual governo e afirmou que, para fortalecer a indústria brasileira, seria necessário reduzir a carga tributária e os juros e tornar a legislação trabalhista mais flexível. “O discurso de soberania dele é só discurso. Na prática, o Brasil se desindustrializa.”