Oferta de feijão deve ficar maior com terceira safra, segundo Conab
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Oferta de feijão deve ficar maior com terceira safra, segundo Conab

  • 22/09/2026 16:16
  • Redação

O presidente da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), Silvio Porto, afirmou nesta terça-feira (22) que a entrada da terceira safra de feijão deve aumentar a disponibilidade do produto no mercado nos próximos meses.

Segundo Porto, o preço do feijão caiu em 20 capitais acompanhadas pela companhia em parceria com o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).

“Os dados que a gente tem acompanhado mostram um sentido inverso. O feijão caiu em 20 capitais, esses dados que a gente tem já abertos e publicados no site da Conab e do Dieese. Nós tivemos ainda, além do café, em 23 capitais, caiu o preço, tomate, cebola, batata também, os preços caindo”, afirmou, ao ser questionado sobre uma possível alta do preço do feijão.

A avaliação de Porto ocorre em um momento de pressão no mercado. Segundo levantamento do Ibrafe (Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses) publicado pela CNN, o feijão-carioca pode chegar a R$ 12 o quilo no varejo em algumas regiões em fevereiro de 2027.

O instituto aponta que, apesar dos preços elevados no campo, os produtores não sinalizam aumento da área plantada, enquanto os estoques seguem baixos. O cenário coloca atenção sobre a oferta no início de 2027, mesmo com a entrada da terceira safra prevista pela Conab.

Segundo Porto, o cenário climático também ajuda a valorizar os preços. Ao mesmo tempo, o presidente da Conab afirmou que os preços atuais podem estimular os produtores a ampliar a produção — o que sustenta a avaliação de arrefecimento nos valores.

“É verdade que a gente tem a questão toda do excesso de chuvas no Sul do Brasil, então esse é um ponto de atenção que a gente vai estar acompanhando, porque principalmente Paraná e Rio Grande do Sul, que são os maiores produtores da primeira safra. Então arroz e feijão estão muito estimulados, assim como milho e soja, por um preço mais remunerador”, avaliou.

Leilão de milho

A Conab comprou 191 mil toneladas de milho em dois leilões realizados na última sexta-feira (18) e na segunda-feira (21). Foram 121 mil toneladas adquiridas da agricultura familiar e outras 70 mil toneladas da agricultura empresarial. A operação somou R$ 228 milhões.

Segundo Porto, a compra foi feita para reforçar os estoques e garantir o abastecimento de pequenos criadores, principalmente no Nordeste, diante dos possíveis efeitos do El Niño.

“O objetivo era comprar 180 mil toneladas de milho para garantir essa oferta caso a estiagem na região Nordeste seja prolongada por conta do El Niño muito forte. O leilão foi um sucesso”, afirmou em coletiva de imprensa para anunciar os resultados.

Porto afirmou que a demanda pelo milho vendido pela Conab aumentou em setembro. Mais de 80% das vendas ocorrem no Nordeste e, segundo ele, a companhia passou a comercializar quase 900 toneladas por dia, ante pouco mais de 500 toneladas no início do ano.

“Os efeitos do El Niño já estão acontecendo, sobretudo na região Nordeste. E nós nos antecipamos com os estoques que a gente já tinha. As unidades estão todas abastecidas de milho”,

A expectativa é que o milho comprado nos leilões comece a chegar aos armazéns da Conab a partir de outubro. A companhia pretende distribuir o produto conforme a demanda, com prioridade para as regiões afetadas pela estiagem. O programa também foi ampliado pela Lei 15.490, que passou a permitir a comercialização de outros produtos usados na alimentação animal, entre eles o sorgo, o caroço de algodão e o farelo de soja.

Farelo de soja entra no radar da Conab

A ampliação do Programa de Vendas em Balcão também abre espaço para a Conab começar a trabalhar com farelo de soja, um dos principais insumos usados na alimentação animal.

O diretor de Abastecimento da Conab, Arnoldo Campos, afirmou que a companhia já vinha trabalhando há mais de um ano para alterar o marco legal e a Companhia pretende iniciar as novas operações ainda neste ano, em parceria com a indústria.

“Nós vamos lançar a primeira oferta de farelo de soja. Vamos programar [o leilão] aqui em Brasília e depois nós vamos, em alguns estados, lançar um programa específico para o farelo de soja em parceria com a indústria. A Conab vai entrar, e vai entrar pesado também com o farelo de soja porque há uma reivindicação em 100% dos estados que operam com milho”, disse.

Feijão pode chegar a R$ 12 o quilo em 2027, mesmo com preço alto no campo | CNN PRIME TIME

  • Fonte: CNN Brasil
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