Quem é Delegado Éder Mauro, candidato ao Senado pelo Pará
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Quem é Delegado Éder Mauro, candidato ao Senado pelo Pará

  • 22/09/2026 15:58
  • Redação

Éder Mauro Cardoso Barra, 65 anos, é candidato ao Senado pelo Pará representando o PL (Partido Liberal). Ele concorre com o nome de urna Delegado Éder Mauro. Seu registro foi deferido pela Justiça Eleitoral, e os candidatos a suplente são Alex Lima e Alessandra Sá, ambos também do PL.

Nascido em Belém, em 14 de dezembro de 1960, Éder Mauro é formado em Direito pela UFPA (Universidade Federal do Pará). Trabalhou na Polícia Civil paraense por aproximadamente três décadas e exerceu a função de delegado até entrar definitivamente na política eleitoral.

O candidato foi eleito deputado federal pela primeira vez em 2014, reelegeu-se em 2018 e 2022, e cumpre atualmente o terceiro mandato consecutivo na Câmara. Sua atuação parlamentar é concentrada principalmente em temas relacionados à segurança pública, ao sistema penal e às forças policiais. Em Brasília, se destaca pela defesa da flexibilização das leis de armamento civil e o endurecimento de penas contra criminosos que atentam contra a vida de policiais e de seus familiares.

As propostas do candidato preveem seguir o trabalho desenvolvido por ele na Câmara Federal. Entre as prioridades, estão o combate às facções criminosas no estado, a diminuição da maioridade penal, e, fora da segurança pública, definir infraestrutura, logística e apoio para comerciantes como prioridade em investimentos.

Éder Mauro também já disputou a Prefeitura de Belém. Na eleição de 2024, chegou ao segundo turno, mas foi derrotado por Igor Normando (MDB). O candidato do MDB recebeu 56,36% dos votos válidos, enquanto Éder Mauro obteve 43,64%.

Ao registrar a candidatura ao Senado em 2026, o parlamentar declarou patrimônio de aproximadamente R$ 2,68 milhões.

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Discussões

O tema da segurança pública foi, inclusive, tema da principal discussão de Éder Mauro na Câmara dos Deputados. Em 2021, durante sessão na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, a deputada Fernanda Melchionna (Psol-RS), se pronunciou remotamente quando foi desconectada, ao que o deputado então respondeu “graças a Deus”. Em seguida, a deputada Maria do Rosário (PT-RS) defendeu a colega, sendo então classificada, por Éder Mauro, de “Maria do Barraco”.

Maria do Rosário reclamou da resposta do deputado, afirmando que “o meu nome não é nome para andar na boca de assassinos”. O Delegado Éder Mauro rebateu: “Infelizmente, já matei, sim, e não foram poucos, foi muita gente. Agora, tudo bandido”.

O candidato também foi alvo de representações no Conselho de Ética da Câmara após divulgar um vídeo editado com um trecho de um pronunciamento do ex-deputado Jean Wyllys, o que gerou acusações de distorção de fala e difamação. O processo no Conselho de Ética acabou arquivado por unanimidade em 2017.

Além de Delegado Éder Mauro, concorrem às duas vagas do Pará no Senado Breno Guimarães (Mobiliza), Celso Sabino (PDT), Chicão (União Brasil), Conti (Psol), Coronel Jonildo (DC), Edlaine Rodrigues (Democrata), Fernando Lopes (UP), Gizelle Freitas (Psol), Helder Barbalho (MDB), Lívia Noronha (Solidariedade), Willem da Silva (DC) e Zequinha Marinho (Podemos). Breno e Edlaine tiveram os registros indeferidos e recorreram; Helder aparece com o registro deferido com recurso, e o pedido de Lívia está pendente de julgamento.

  • Fonte: CNN Brasil
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