Aliados de Milton Leite perdem força em SP após prisão de ex-vereador
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Aliados de Milton Leite perdem força em SP após prisão de ex-vereador

  • 22/09/2026 12:34
  • Redação

A prisão do ex-vereador Milton Leite (União Brasil) começa a mexer na estrutura política construída por ele em São Paulo. O dirigente será destituído dos cargos de comando partidário que ocupava e deve perder espaço também em indicações políticas nos governos estadual e municipal, afirmam fontes.

Milton deixará a presidência compartilhada da Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP. No registro oficial, o presidente da federação em São Paulo é Maurício Neves (PP), mas o comando político era dividido entre os dois partidos.

A escolha de um novo nome para ocupar o espaço de Milton deve ocorrer somente depois das eleições.

Ele também deve deixar, depois do primeiro turno das eleições, a presidência do diretório estadual do União Brasil, em uma decisão interna do partido. A legenda, que tem candidatos na disputa de outubro, busca evitar que o caso tenha novos desdobramentos políticos na reta final da campanha.

A perda de espaço deve alcançar indicações atribuídas a Milton nos governos estadual e municipal.

Aliados do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) relataram à CNN Brasil que nomes ligados ao ex-vereador em áreas de habitação e na estrutura da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo) devem ser substituídos nos próximos dias.

Oficialmente, o governo não reconhece essas posições como indicações políticas de Milton.

Na Câmara Municipal, a prisão também enfraquece a articulação do ex-vereador. Milton era um dos principais nomes do Centrão em São Paulo e havia participado de um acordo que previa alternância no comando da Casa. O grupo ligado a ele estava na fila para indicar o próximo presidente da Câmara.

Com a prisão, o arranjo perde força e abre espaço para outros grupos. Entre os nomes que ganham espaço está o vereador João Jorge (MDB), aliado do prefeito Ricardo Nunes (MDB), que já é citado nas articulações para comandar a Câmara em 2027.

Uma fonte da Câmara resumiu à CNN Brasil o momento do grupo de Milton com a expressão: “O império está desmoronando”.

O enfraquecimento ocorre a menos de duas semanas das eleições e preocupa o União Brasil também pelo impacto sobre as candidaturas da própria família.

Alexandre Leite, filho de Milton, disputa uma vaga de deputado estadual e tem cargo de liderança no diretório paulista do partido. Milton Leite Filho, outro filho do ex-vereador, é candidato a deputado federal.

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  • Fonte: CNN Brasil
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