Trump discursa na Assembleia Geral, ameaça Irã e se opõe a controle para IA
- 22/09/2026 10:27
- Redação
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizou seu discurso na 81ª Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas) nesta terça-feira (22).
Ele subiu ao púlpito logo depois do presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva. Por tradição, desde 1955 o líder do Brasil inicia os discursos no principal evento das Nações Unidas.
Apesar de a ONU ter como meta 15 minutos para cada discurso, no ano passado, Trump falou por uma hora.
No início da fala, ele destacou números sobre economia, elogiou o Exército americano e chamou atenção para feitos de seu governo.
“Enquanto outros falavam, eu agi. Enquanto outros falaram de paz, eu fiz paz. Enquanto outros ignoraram ameaças, eu as confrontei”, alegou, adicionando que fez dos Estados Unidos o país mais forte do mundo.
Ele afirmou que o Irã é o maior “patrocinador” do terrorismo e que o país espalhava terror pelo Oriente Médio. Também voltou a dizer que nunca deixará o país ter uma arma nuclear.
Trump também afirmou que os EUA estão escoltando muito petróleo pelo Estreito de Ormuz e fez ameaças diretas ao Irã.
“Eu tenho uma grande decisão a tomar. Um acordo será feito com o Irã, que os deixe reconstruir e criar um país muito maior do que jamais foi? Talvez um dos melhores no Oriente Médio ou no mundo. Ou então aniquilo a República Islâmica — e rapidamente, nunca dando a eles chance para matar e destruir pessoas e países novamente?”, disse.
“Devo conduzi-los ao inferno, sem chance de sobrevivência e sem esperança de grandeza futura ou de descendência?”, adicionou.
Ainda assim, Trump disse que acredita em um acordo com o Irã após as Eleições de Meio de Mandato.
O discurso anual ocorre com sua popularidade em queda às vésperas das Midterms e dificuldades para encontrar uma saída à Guerra do Irã, prestes a completar 8 meses.
Trump ainda comentou sobre a guerra entre Rússia e Ucrânia, comentando que está trabalhando com os líderes dos dois países e que acredita que o conflito acabará “mais cedo do que as pessoas entendem”.
“Vejo as fotos do campo de batalha e realmente não quero vê-las mais”, disse.
Em seguida, o presidente dos Estados Unidos falou sobre a operação em que o Exército americano invadiu a capital da Venezuela, Caracas, e capturou Nicolás Maduro e sua esposa.
“Ao vitorioso, os espólios. Nossas ações na Venezuela são prova de que os EUA não permitirão mais ameaças aos EUA para conquistar uma posição em qualquer lugar do Hemisfério Ocidental. Se necessário, usaremos nossa força militar para assegurar os interesses vitais dos Estados Unidos”, alertou.
Trump chamou ainda os cartéis de “Estado Islâmico do Hemisfério Ocidental” e que devem ser mortos ou exilados, defendendo os ataques a barcos que supostamente estariam transportando drogas no Pacífico.
“O México é o epicentro da violência de cartéis”, disse, adicionando que é inaceitável que os EUA compartilhem uma longa fronteira com um “território controlado por cartéis”.
Donald Trump também comentou que os Estados Unidos buscam uma grande mudança na situação de Cuba, afirmando que o regime da ilha está sob a maior pressão que já sentiu.
Ele destacou que Marco Rubio está em negociações com o governo cubano. Neste momento, a delegação cubana se levantou e deixou o plenário da Assembleia Geral.
“O comunismo nunca virá para os Estados Unidos, mas liberdade chegará para Cuba, e segurança chegará ao México”, afirmou.
Em outro momento, o líder americano também abordou o acordo para controlar a segurança da Groenlândia, pontuando que nenhum adversário do país poderá montar bases militares na ilha. Destacou ainda que o acordo deve ser assinado ainda nesta terça-feira (22).
Trump também fez críticas às Nações Unidas, destacando que a instituição tem grande potencial, mas que ela estaria “impondo a agenda da extrema esquerda”.
Assim, atacou o Tribunal Penal Internacional, pedindo que todas as nações que fazem parte do TPI renunciem a ele.
O presidente dos Estados Unidos também declarou se opor a qualquer tentativa de projeto global para controle da inteligência artificial, propondo mudar o nome da ferramenta para “superinteligência”.
Ele pontuou que a inteligência artificial traz desafios, mas questionou alertas sobre possíveis riscos à humanidade.
“Quem vencer inteligência artificial, ganha”, afirmou, adicionando que ela pode ser maior do que a revolução industrial e a internet.
“Os Estados Unidos lideram o mundo em ‘superinteligência’ e continuaremos fazendo isso de maneira segura e responsável”, comentou.