Entenda por que os combustíveis estão mais caros em Mato Grosso
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Entenda por que os combustíveis estão mais caros em Mato Grosso

  • 21/09/2026 10:41
  • Redação

O preço final reflete todo o andamento da cadeia Marcelo Camargo/Agência Brasil Quem abasteceu o carro nas últimas semanas percebeu que os combustíveis ficaram mais caros em Mato Grosso.

Segundo o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis de Mato Grosso (Sindipetróleo-MT), a alta ocorre em meio à pressão sobre diferentes etapas da cadeia de abastecimento, influenciada pelo preço do petróleo, pelos custos do etanol e por dificuldades no fornecimento de diesel.

Os principais fatores apontados pelo setor são: Disparada do barril de petróleo no mercado internacional, afetando diretamente os custos na origem; Encerramento da safra de cana-de-açúcar no Sudeste, aliado ao aumento do preço do açúcar no mercado externo, o que pressiona os custos do etanol; Aumento do percentual obrigatório de etanol na gasolina A; Redução drástica das importações de óleo diesel, gerando gargalos severos no suprimento nacional.

O movimento também aparece nos dados mais recentes da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Entre 13 e 19 de setembro, a média em Cuiabá do litro da gasolina comum chegou a R$ 6,97, etanol ficou na média de R$ 4,17 na capital, enquanto o diesel S-10 pode ser encontrado por R$ 7,57.

Agora no g1 Mas por que o preço aumenta nas bombas? 1.

Alta do petróleo no mercado internacional Segundo o sindicato, o preço do petróleo é um dos principais componentes da formação dos preços dos combustíveis.

Quando as cotações internacionais sobem, os custos de aquisição e importação de derivados também podem aumentar.

No caso do diesel, a pressão tem sido maior.

Segundo dados divulgados pela ANP, o preço do produto avançou na última semana pesquisada para R$ 6,65 na média nacional. 2.

Etanol mais caro pressiona a gasolina Outro fator apontado pelo Sindipetróleo-MT é o preço do etanol.

O biocombustível é utilizado na composição da gasolina vendida nos postos e, por isso, alterações no preço do etanol podem influenciar o custo da gasolina.

Desde 1º de agosto, a gasolina comercializada no país passou a ter 32% de etanol na mistura, contra 30% anteriormente.

Em setembro, o governo autorizou o início dos testes para aumentar a mistura de etanol na gasolina comum, chegando a 35% O sindicato também aponta o encerramento da safra de cana-de-açúcar no Sudeste e a valorização do açúcar no mercado externo como fatores que pressionam os custos do etanol. 3.

Diesel e dificuldades de abastecimento O Sindipetróleo-MT afirmou ainda que houve redução nas importações de óleo diesel, provocando dificuldades no suprimento e restrições no atendimento de pedidos às distribuidoras.

O diesel é especialmente importante para Mato Grosso, onde é utilizado em larga escala no transporte de cargas e nas atividades do agronegócio. 4.

Quem define o preço na bomba?

O preço pago pelo consumidor não é formado apenas pelo valor cobrado pelo produtor ou importador.

A cadeia envolve diferentes etapas, como produção ou importação, refino, distribuição, transporte e revenda.

O Sindipetróleo-MT apontou que os postos não são responsáveis pela formação dos preços e atuam como o último elo da cadeia, repassando os custos recebidos das distribuidoras. 5.

O que diz o Sindipetróleo-MT?

Em nota divulgada nesta semana, o sindicato afirmou que os aumentos recebidos pelos postos são consequência de fatores que ocorrem antes da chegada do combustível à revenda.

A entidade também criticou cobranças direcionadas exclusivamente aos postos durante o período eleitoral e defendeu que eventuais fiscalizações sobre a formação de preços alcancem todos os elos da cadeia.

  • Fonte: G1 Mato Grosso
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