Fusão Paramount-Warner Bros. Discovery é liberada após acordo
Economia

Fusão Paramount-Warner Bros. Discovery é liberada após acordo

  • 21/09/2026 14:30
  • Redação

Os procuradores-gerais estaduais que entraram com uma ação para impedir a aquisição da Warner Bros. Discovery — empresa controladora da CNN — pela Paramount chegaram a um acordo, abrindo caminho para que as empresas concluam a fusão.

O procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, que liderou a coalizão de 12 estados que entrou com a ação para impedir a fusão, anunciou o acordo em uma coletiva de imprensa em Los Angeles na segunda-feira (21).

A Paramount e a Warner agora esperam que o negócio de US$ 110 bilhões entre em vigor no início de outubro, informou à CNN uma fonte envolvida nas negociações.

A fusão unirá os estúdios de cinema e televisão da Paramount, a CBS e a plataforma de streaming Paramount+ aos estúdios da Warner, à HBO, à CNN e a outras redes a cabo.

Em troca do desistimento dos estados de sua ação antitruste, a Paramount assumirá vários compromissos, incluindo o lançamento de 30 filmes por ano nos cinemas e a criação de um conselho de independência editorial para a CNN e a CBS News.

O acordo abrirá caminho para que o CEO da Paramount, David Ellison, expanda drasticamente seu império de mídia, com a ajuda de seu pai, Larry Ellison, o bilionário cofundador da Oracle.

A fusão tem sido politicamente delicada, em parte porque Larry é um aliado de longa data do presidente Donald Trump e David cultivou laços estreitos com a Casa Branca de Trump enquanto buscava oportunidades para transformar a Skydance, sua produtora relativamente pequena, em um gigante global da mídia.

A fusão é uma das maiores da história dos Estados Unidos. Ela é financiada com a ajuda de fundos soberanos da Arábia Saudita, do Catar e de Abu Dhabi, que deterão indiretamente pouco menos de 50% das ações da Paramount–WBD resultante da fusão. A FCC de Trump aprovou recentemente o pedido da Paramount para ultrapassar o limite padrão de 25% para participação estrangeira em emissoras de radiodifusão.

As manobras políticas — a Paramount organizou um jantar privado com Trump em abril — e o financiamento do Oriente Médio mobilizaram os opositores, que alertaram que a fusão concentraria poder de mídia excessivo nas mãos dos aliados do presidente.

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A Paramount afirmou que a fusão não era anticompetitiva e ajudaria os estúdios de Hollywood a competir em um setor de mídia cada vez mais dominado por empresas de tecnologia.

Bonta e os outros procuradores-gerais estaduais obtiveram uma vitória inicial de um juiz da Califórnia, que considerou que a fusão provavelmente violaria as leis antitruste.

A data do julgamento foi marcada para o início de março.

A Paramount aceitou o adiamento, mas pressionou fortemente por um acordo antes de 1º de outubro, data em que uma onerosa “taxa de contagem regressiva” começaria a aumentar o custo da aquisição. O adiamento prolongado e a taxa poderiam ter colocado em risco o negócio como um todo.

As negociações para um acordo lideradas por Bonta se intensificaram na semana passada, segundo fontes a par das negociações informaram à CNN.

Alguns dos outros procuradores-gerais estaduais ficaram profundamente decepcionados com o resultado, pois queriam concessões mais significativas, disseram as fontes.

  • Fonte: CNN Brasil
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