Anvisa aprova novo medicamento para câncer de mama em estágio avançado
- 21/09/2026 13:15
- Redação
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou nesta segunda-feira (21) o registro do Etcamah, novo medicamento oral destinado ao tratamento de câncer de mama, especialmente para o nível avançado ou metastático.
A aprovação permite a comercialização do medicamento no país para a indicação terapêutica — que também é autorizada pela agência — por pelo menos seis meses em pacientes que não apresentaram sinais de progressão radiológica e/ou clínica.
O Etcamh, conhecido pelo nome científico camizestrando, pertence a uma nova geração de medicamentos considerados “degradores seletivos” do receptor de estrogênio — hormônio sexual feminino que pode estimular o crescimento do câncer.
A medicação atua sobre a substância presente nas células tumorais, bloqueando sua ação e promovendo a degradação delas. O objetivo é reduzir o crescimento de tumores dependentes deste hormônio.
O produto é indicado para casos específicos em que o tumor apresente receptor de estrogênio positivo (ER+); negativo para HER2, após o surgimento da mutação do gene ESR1. As mutações são marcadores cruciais no tratamento contra a doença.
A mutação no gene ESR1 pode surgir durante o tratamento com terapia hormonal e está associada à resistência aos medicamentos endócrinos. Por isso, a identificação dessa alteração molecular pode ser utilizada para orientar a escolha de novas estratégias terapêuticas.
Segundo o Inca (Instituto Nacional de Câncer), 73.610 casos registrado no Brasil entre 2023 e 2025, correspondem a 30,1% dos cânceres diagnosticados na população feminina. A doença também pode afetar homens, representando cerca de 1% dos casos.
O tumor se manifesta de formas diferentes, mas o principais sintomas são: o aparecimento de nódulos, alterações na pele da mama e secreções no mamilo.
Câncer de Mama: especialista comenta os riscos da doença | CNN Sinais
Os seguintes sinais são considerados urgentes:
O diagnóstico pode ser realizado após uma avaliação clínica e exames intensivos, como a biópsia. A partir disso, o tratamento é indicado para o paciente, mas pode envolver diferentes abordagens e depende do tipo de tumor, o estadiamento da doença e as características de cada paciente.