MPRJ pede júri popular para 5 acusados por morte de policial em Niterói
Brasil

MPRJ pede júri popular para 5 acusados por morte de policial em Niterói

  • 21/09/2026 11:18
  • Redação

O MPRJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) pediu que cinco acusados pela morte do policial civil Carlos José Queiroz Vianna sejam julgados pelo Tribunal do Júri. O agente foi assassinado em outubro de 2025, em frente à casa onde morava, em Piratininga, Niterói, região metropolitana do Rio.

Entre os réus estão os policiais militares Fábio de Oliveira Ramos e Felipe Ramos Noronha, além de Mayck Júnior Pfister Pedro, Dênis da Silva Costa e José Gomes da Rocha Neto, o Kiko. Eles respondem por homicídio triplamente qualificado e adulteração de placa de veículo.

O que aponta a acusação

Segundo o MPRJ, a execução foi precedida pelo monitoramento da vítima. Fábio é acusado de acompanhar a rotina do policial e conduzir o Jeep Compass usado na fuga. Fotografias de locais próximos à residência de Carlos Vianna foram encontradas em seu celular.

Felipe também é apontado como participante do monitoramento e da execução. Mayck, segundo a investigação, teria gravado imagens da vítima no trabalho e chegando em casa, inclusive na véspera do crime.

Dênis é acusado de atuar como apoio durante a fuga e de participar da tentativa de destruir o veículo usado pelos criminosos. Já Kiko é apontado pela Polícia Civil e pelo Ministério Público como coordenador da ação.

Os três primeiros acusados foram presos no dia do homicídio, nas proximidades de um Jeep Compass incendiado em Duque de Caxias. Armas e placas clonadas também foram encontradas. Dênis foi preso meses depois, após novas informações obtidas na investigação. Kiko acabou detido em janeiro de 2026.

O que dizem as defesas

Os advogados dos cinco acusados pedem a despronúncia e a absolvição dos clientes. As defesas afirmam que o Ministério Público não demonstrou de maneira individualizada a participação de cada réu no assassinato.

A defesa de Mayck questiona a validade de provas extraídas do celular e aponta possíveis problemas na cadeia de custódia. Os advogados também afirmam que não há evidências de pagamento, ordem ou acordo para a execução.

No caso de Kiko, a defesa sustenta que os contatos mantidos com Fábio eram decorrentes da amizade entre os dois e não tinham relação com o crime. Ele foi o único dos acusados a prestar depoimento em juízo e negou participação no homicídio.

PMs foram expulsos

Fábio e Felipe também foram expulsos da Polícia Militar em agosto, após decisão do Conselho Disciplinar. A corporação apontou transgressões graves relacionadas ao uso de veículos roubados, furtados ou clonados e ao porte ilegal de armas.

No Judiciário, a defesa dos policiais também questiona as prisões. Uma decisão da 1ª Câmara Criminal determinou que um dos agentes permanecesse no Batalhão Especial Prisional enquanto o habeas corpus é analisado.

A investigação sobre a motivação do assassinato e a possível existência de um mandante continua. A Polícia Civil analisa dados obtidos a partir dos celulares apreendidos durante o caso.

A decisão sobre a submissão dos cinco acusados ao Tribunal do Júri ainda cabe à Justiça. Todos negam as acusações.

  • Fonte: CNN Brasil
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