Mãe não foi avisada e corpo estava no IML: o que sabemos sobre jovem no CE
- 21/09/2026 10:11
- Redação
A morte da estudante de direito Isabelle Caracristi, de 22 anos, ocorrida no último dia 13 de setembro no bairro Aldeota, em Fortaleza, ganhou repercussão após a mãe da jovem, a professora Isorlanda Caracristi, publicar um vídeo nas redes sociais pedindo justiça pelo caso.
A mãe relatou que não foi avisada sobre o falecimento no dia da ocorrência e só soube do fato no dia seguinte.
Segundo o relato de Isorlanda, após não conseguir contato com a filha, familiares foram até o condomínio onde Isabelle morava com o companheiro e a família dele.
No local, ao notar uma movimentação atípica entre os funcionários, a mãe da jovem foi levada à sala da síndica, onde recebeu a notícia de que Isabelle havia morrido na noite anterior e que o corpo já estava no IML (Instituto Médico Legal).
A mãe afirmou que, desde o ocorrido, não foi procurada pela família do namorado e que ainda foi bloqueada por ele nas redes sociais.
Por volta das 19h do domingo em que morreu, Isabelle havia enviado mensagens para a mãe. Uma delas tinha a frase “mãe, te amo”.
A polícia estima que a morte tenha ocorrido às 20h40, cerca de uma hora e quarenta minutos após a mensagem.
Com o auxílio de câmeras de segurança do condomínio, os investigadores mapearam a cronologia dos deslocamentos do casal no dia da ocorrência. O aparelho celular de Isabelle também passar por perícia.
A Polícia Civil faz diligências para localizar o namorado da estudante, um homem de 33 anos, que até o momento não foi encontrado.
Além disso, os policiais cumpriram um mandado de busca e apreensão. Na ocasião, encontraram a mãe do suspeito na região da praia do Cumbuco, em Caucaia (CE). Durante a ação, a polícia apreendeu o celular e um tablet da mulher para análise técnica.
O relacionamento de Isabelle com o homem começou em julho, quando a jovem começou a estagiar no escritório de advocacia onde ele era chefe.
A mãe relatou que alertou a filha sobre a rapidez do envolvimento e a relação de poder no ambiente de trabalho. Além disso, ela classificou o namorado da jovem como “controlador” e “obsessivo”.
Entre os sinais de controle relatados pela professora estavam a proibição de sua presença na sala durante uma consulta ginealógica da jovem, pedidos do cartão de crédito da estudante e promessas de abertura de empresa em nome dela.
Ver esse post no InstagramUm post compartilhado por CNN Brasil (@cnnbrasil)
A análise inicial da perícia e o laudo da morte de Isabelle indicaram que a causa da morte foi politraumatismo. Ela apresentava lesões no corpo compatíveis com o impacto contra o solo após queda da janela do apartamento.
Além disso, os exames laboratoriais deram resultado negativo para a presença de substâncias toxicológicas.
Até o momento, a Polícia Civil já colheu o depoimento de quatro pessoas e outras quatro oitivas estão agendadas.
A advogada que representa a família acompanha as investigações e repassará as informações sobre o relacionamento às autoridades.
A CNN Brasil tenta contato com a defesa do namorado de Isabelle e mantém o espaço aberto para manifestação