Quem é Jaques Wagner, candidato ao Senado pela Bahia
- 20/09/2026 14:10
- Redação
O senador Jaques Wagner (PT), de 75 anos, é hoje candidato à reeleição pela Bahia, ao lado dos suplentes Edvaldo Brito (PSD) e Aladilce (PCdoB).
O político tem uma longa história na vida pública brasileira, tendo sido governador baiano por dois mandatos consecutivos (2007-2010 e 2011-2014) e ministro nos governos de Lula (PT) e Dilma Rousseff (PT).
Jaques nasceu no Rio de Janeiro e é filho de imigrantes judeus poloneses. Hoje está no segundo casamento, com Maria de Fátima Carneiro de Mendonça, mas tem três filhos do primeiro casamento com Beth Wagner, ex-vice-prefeita de Salvador.
Ingressou na carreira política ainda na faculdade, integrou o movimento estudantil em 1969 na PUC-Rio (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro), onde começou a cursar Engenharia Civil. Abandonou o curso em 1973 e saiu do Rio por medo dos órgãos da ditadura.
Jaques ficou alguns meses em Minas Gerais até se estabelecer na Bahia, onde construiu a carreira pública. O primeiro emprego foi na indústria petroquímica, como técnico de manutenção. Nesta época, ele começou a atuar no Sindiquímica-BA (Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Petroquímica), onde foi diretor e, depois, presidente.
O senador conheceu Luís Inácio Lula da Silva em um congresso de petroleiros e, em 1980, o ajudou na fundação do PT (Partido dos Trabalhadores) e da CUT (Central Única dos Trabalhadores) na Bahia, sendo o primeiro presidente de ambos no estado.
Em 1990, Wagner começou na carreira pública: candidatou-se e foi eleito deputado federal, reelegendo-se em 1994 e 1998. Depois se candidatou à Prefeitura de Camaçari e ao governo da Bahia, perdendo em ambos os pleitos.
Em 2003, ele foi convidado por Lula para ser ministro do Trabalho e, em 2005, se tornou ministro das Relações Institucionais, quando foi condecorado pelo presidente com a Grã-Cruz da Ordem do Mérito da Defesa. Durante este mandato de Lula, ele ainda ocupou a posição de secretário especial do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República.
Em outubro de 2006, Jaques foi eleito governador da Bahia pelo PT com 52,89% dos votos no primeiro turno. O adversário era apoiado por Antônio Carlos Magalhães, e a vitória do petista foi considerada pela imprensa uma pausa da influência de ACM na política baiana.
Na eleição seguinte, em 2010, Jaques foi reeleito no primeiro turno, com 63,83% dos votos válidos.
Em dezembro de 2014, Jaques foi indicado para assumir o Ministério da Defesa no segundo mandato do governo de Dilma Rousseff, substituindo Celso Amorim. Em 2016, porém, abriu mão do cargo em prol de Lula e assumiu o então criado cargo de Ministro Chefe do Gabinete Pessoal da Presidência da República, no qual permaneceu até o afastamento da presidente.
Em 2018, Wagner se candidatou a senador pela Bahia e foi eleito, permanecendo no cargo até hoje. Seu nome foi cotado para governador em 2022, mas ele retirou a pré-candidatura em fevereiro daquele ano.
Recentemente, Wagner foi relacionado ao caso do Banco Master. Segundo a Polícia Federal, foram identificados elementos que indicam o “recebimento de vantagens econômicas indevidas pelo parlamentar, direta ou indiretamente” por meio de familiares, pessoas de confiança e estruturas societárias vinculadas ao Banco.
Em documentos que vieram a público, consta, por exemplo, como o senador se recusou a fornecer as senhas de seus celulares em uma operação realizada na casa dele, em Salvador.
Na edição dedicada a Jaques Wagner da “Revista do Mandato de Todos Nós”, material oficial do PT, alguns pontos são destacados no trabalho dele como senador e que continuam sendo importantes na plataforma do candidato.
Eles englobam temas como meio ambiente, geração de emprego e renda, defesa dos trabalhadores, incentivo à ciência e à inovação, fortalecimento da agricultura familiar e cuidado com a democracia. O combate ao ódio e ao autoritarismo também tem destaque em sua pauta.
Além de Wagner, os outros candidatos ao Senado pela Bahia são: Angelo Coronel (Republicanos), Carlos Sodré (Mobiliza), Gregorio Gould (UP), João Roma (PL), Marcelo Carvalho (Rede), Marcelo Millet (PCO), Marcelo Santtana (DC), Professora Delliana (Psol) e Rui Costa (PT).
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