Ex-CEO da Apple fala sobre proibição de redes na Austrália: “líder mundial”
- 20/09/2026 08:58
- Redação
O ex-CEO da Apple, Tim Cook, considera as restrições do governo australiano às redes sociais como “líderes mundiais”, disse o primeiro-ministro Anthony Albanese neste domingo (20), após se reunir com o executivo na sede da empresa nos Estados Unidos.
“Tim Cook nos concedeu bastante tempo esta manhã. Ele considera o trabalho que realizamos nas redes sociais como sendo de vanguarda mundial”, disse Albanese em um discurso proferido no Apple Park, na Califórnia, e transmitido pela televisão na Austrália no domingo.
Neste mês, o país deu mais um passo em seu esforço para melhorar a segurança online, com um plano que dará aos usuários de redes sociais a opção de selecionar o conteúdo que veem em seus feeds.
Em dezembro, a Austrália tornou-se o primeiro país a proibir o uso de redes sociais para crianças menores de 16 anos. Outros governos seguiram o exemplo este ano, sendo a Comissão Europeia a mais recente a propor uma proibição semelhante para crianças menores de 13 anos.
Questionado sobre as declarações de Albanese, um porta-voz da Apple remeteu a uma publicação de Cook no X, na qual ele afirmou estar grato por compartilhar com Albanese “algumas de nossas inovações mais recentes, incluindo controles robustos e intuitivos para ajudar a manter as crianças seguras online”. Cook deixou recentemente a posição de CEO, após 15 anos no cargo.
A visita de Albanese aos EUA ocorre em um momento em que os líderes da indústria estão divididos sobre a velocidade com que as empresas devem desenvolver a tecnologia cada vez mais poderosa, e enquanto um debate sobre a segurança da IA agita o Vale do Silício.
Albanese afirmou que a IA acarreta riscos que devem ser mitigados.
“É preciso haver uma discussão sobre qual será o quadro global para a implementação da IA, porque ela está avançando muito rapidamente, e precisamos garantir que os humanos permaneçam no controle”, disse ele aos repórteres, de acordo com uma transcrição oficial.
Os comentários do líder australiano contrastam com a posição do presidente Donald Trump, que minimizou as preocupações com a IA e argumentou que regulamentações adicionais são desnecessárias.