CNN Talks debate estratégias para avanço do saneamento; veja como foi
- 19/09/2026 21:02
- Redação
Universalizar o saneamento básico no Brasil — esse é o compromisso firmado pelas empresas do setor com a sociedade. No marco legal aprovado em 2020, foram estabelecidas metas para levar água potável a 99% da população e garantir tratamento e coleta de esgoto a 90% dos brasileiros até 2033.
Os desafios e as oportunidades da ampliação da cobertura no país foram o tema central do CNN Talks Infra Saneamento, realizado nesta semana em São Paulo. Integrantes dos setores público e privado se reuniram para debater como atingir os objetivos estabelecidos pelo marco legal.
Alguns estados conseguiram avançar de forma mais acelerada. São Paulo, por exemplo, antecipou a meta para 2029. Carlos Piani, da Sabesp, afirmou que esse resultado só foi possível graças aos investimentos da companhia, que triplicaram desde a privatização, em 2023.
“Com o processo da privatização, a Sabesp deixou de ter algumas restrições que limitavam seu campo de atuação”, disse Piani. “Essa combinação entre capacidade técnica, conhecimento e habilidade de mercado faz hoje a Sabesp andar mais rápido nos seus objetivos e atender melhor o seu consumidor”, completou.
Apesar da mobilização do setor ao longo de seis anos, o caminho não é simples. Quando o marco legal foi aprovado, a taxa básica de juros estava na mínima histórica, a 2% ao ano.
Desde o início de 2022, porém, a Selic permanece na casa dos dois dígitos, com perspectivas de se manter nesse patamar pelos próximos anos. Brenno Machado, diretor da Acciona Brasil, reconheceu as dificuldades, mas destacou que os financiamentos disponíveis ajudam a contornar o cenário adverso.
“O BNDES é um grande parceiro nesse sentido. Acho que conseguimos tratar bem os financiamentos para realmente alcançar e executar os investimentos necessários”, afirmou.
O CEO da CNN Brasil, João Vítor Xavier, discursa na abertura do "CNN Talks Infra Saneamento: a Segunda Metade do Caminho até 2033" • Atacama
Painel 1 | A escala de capital para universalizar o sanemaneto • Atacama
Antônio Vladimir Moura Lima, Ministro das Cidades, no Painel 1 do CNN Talks Infraestrutura • Atacama
Felipe Borim, Superintendente de Infraestrutura do BNDES, no Painel 1 do CNN Talks Infraestrutura • Atacama
Carlos Piani, presidente da Sabesp, no Painel 1 do CNN Talks Infraestrutura • MIKE BONFIM
Natalia Resende, secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística de SP, no Painel 1 do CNN Talks Infraestrutura • MIKE BONFIM
Painel 2 | Marco Legal: Seis anos depois, o Brasil está conseguindo entregar? • Atacama
Vinícius de Carvalho, ministro da CGU, no Painel 2 do CNN Talks Infraestrutura • Atacama
Camila Rocha Viana, diretora-presidente da SP Águas, no Painel 2 do CNN Talks Infraestrutura • Atacama
Brenno Machado, diretor da ACCIONA Água Brasil, no Painel 2 do CNN Talks Infraestrutura • Atacama
Painel 3 | Reforma tributária: O preço do acesso ao saneamento • Atacama
Christianne Dias, diretora-presidente da ABCON, no Painel 3 do CNN Talks Infraestrutura • Atacama
Silvano Silvério da Costa, superintendente de Regulação de Saneamento Básico da ANA, no Painel 3 do CNN Talks Infraestrutura • Atacama
Marcus Vinicius Barbosa, advogado especialista em infraestrutura, no Painel 3 do CNN Talks Infraestrutura • Atacama
Diego Domingues, diretor presidente da Arsesp, no Painel 3 do CNN Talks Infraestrutura • Atacama
Diante do cenário macroeconômico desafiador, o setor de saneamento tem recorrido a parcerias com o poder público para obter financiamentos e viabilizar os investimentos necessários. O BNDES informou que triplicou a aprovação de recursos destinados à área de saneamento desde 2020.
Superintendente de Infraestrutura do banco, Felipe Borim, ressaltou a importância da combinação entre capital privado e instrumentos públicos.
“O capital privado sozinho não vai conseguir chegar onde precisa. Você precisa de uma combinação entre o público, através de políticas públicas, de regulação, e de instrumentos que alavanquem esse capital privado”, declarou.
Em 2026, o Brasil se encontra na metade do caminho para as metas, com o prazo final de 2033 se aproximando. As decisões tomadas agora tornam-se cada vez mais indispensáveis para garantir que todo cidadão tenha acesso a água potável, tratamento e coleta de esgoto.
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